Foto Elói Corrêa/GOVBA

A Bahia contabilizava, em dezembro de 2021, 2.353.198 vínculos formais de emprego – uma ampliação de 177.010 postos comparativamente ao registrado em dezembro de 2020, quando o estoque havia sido de 2.176.188. Os dados divulgados nesta segunda-feira (21) são da Relação Anual de Informações Sociais, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) e sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. A Bahia possuía o sétimo maior estoque de empregos formais do país e o maior do Nordeste em 2021.

Em termos de variação absoluta, a criação de 177.010 postos em um ano colocou o estado na terceira posição entre os estados brasileiros nesse quesito. No intervalo de um ano, houve uma expansão de aproximadamente 8,1% no total de empregos formais. A ampliação relativa foi superior ao avanço percentual constatado para a Região Nordeste (+7,9%) e ao observado para o Brasil (+5,4%). Esta variação percentual no estoque de empregos formais da Bahia é a oitava maior entre as unidades federativas do país.

Entretanto, houve redução nos rendimentos nesse intervalo de tempo. Tomando o mês de dezembro como referência, a remuneração real média do trabalhador baiano passou de R$ 3.053,34 (em 2020) para R$ 2.840,82 (em 2021),diminuição absoluta de R$ 212,52 e relativa de 6,9%. No Brasil e no Nordeste, a remuneração real média do trabalhador foi de R$ 3.488,14 e R$ 2.805,22, respectivamente.

Por fim, ocorreu uma elevação no número de estabelecimentos com vínculos. Em 2020, havia 179.403 estabelecimentos. Este número passou para 185.210 estabelecimentos no estado em 2021. Houve acréscimo absoluto de 5.807 instituições com vínculos e elevação relativa de 3,2%, em comparação ao ano anterior.

Em síntese, no que tange ao mercado de trabalho formal do estado em 2021, em comparação ao ano imediatamente anterior, houve pontos positivos e negativos: ampliação do estoque de empregos na Bahia e incremento no número de estabelecimentos com vínculos, mas com redução da remuneração real média do trabalhador.

Fonte: Ascom/SEI