A abertura oficial da 10ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), na manhã desta quinta-feira (3), no município de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, marcou a assinatura do “Memorando de entendimento: meninas nas Ciências”, entre o Governo da Bahia, por meio das secretarias estaduais da Educação (SEC) e de Políticas para as Mulheres (SPM), com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Trata-se de um acordo de cooperação com base no Educa Streaming 2030, projeto voltado para impulsionar a educação de meninas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

A secretária de Cultura do Estado, Arany Santana, que representou o governador Rui Costa, falou sobre o impacto da Flica para os baianos. “A Flica tem o jeito, a cor, o som, o cheiro, o ritmo, a diversidade e a forma de fazer do Recôncavo Baiano e oferece à Bahia a oportunidade de que cada lugar, território ou cidade enxergue a possibilidade de realizar uma feira, festa ou festival literário com a cara de seu povo, porque a Bahia e o povo baiano é diverso e plural”.

Sobre o acordo

O acordo com a Unesco vai contribuir com o já consolidado projeto “Meninas Baianas na Ciência”, realizado nas escolas estaduais pela SEC, através do Programa Ciência na Escola, em parceria com a Fiocruz Bahia.

O secretário da Educação do Estado, Danilo de Souza, destacou a importância do acordo. “Este memorando coloca em situação de relevância o papel das estudantes e professoras na difusão da Ciência como instrumento de emancipação de transformação da realidade dessas meninas”, afirmou, ao destacar a importância do evento literário neste contexto de aprendizagem e protagonismo estudantil.  “A Flica é uma ação vinculada ao Plano Estadual do Livro e da Leitura, que é uma lei que determina que os nossos estudantes possam complementar a sua formação do ponto de vista acadêmico e o seu letramento, a partir da experiência com feiras literárias nos diversos cantos da Bahia”, afirmou.

A secretária da SPM, Julieta Palmeira, ressalta que este projeto de cooperação visa combater a educação sexista, que discrimina as mulheres nos ambientes formativos. “Esse tipo educacional já direciona as mulheres, desde o Ensino Fundamental, para determinadas áreas do conhecimento e sabemos que lugar de mulher é onde ela quiser. Isso é parte das preocupações da Unesco e ONU (Organização das Nações Unidas (ONU), entre outras agências, que têm levantado com firmeza a questão da superação da educação sexista”.

A oficial de programa do setor de Educação da Unesco no Brasil, Mariana Braga, destacou a importância dessa parceria.
“Temos trabalhado no mundo inteiro no incentivo da participação das meninas nas carreiras de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. A Bahia é um Estado precursor no tema e a gente já vem trabalhando este incentivo de meninas das olimpíadas de Física, Astrofísica, Ciência e Matemática, o que é muito importante. A Unesco está associada a um Estado que já faz um brilhante trabalho para que a gente possa incentivar mais estudantes e professores nesta temática”, afirmou.

Protagonismo estudantil

Cerca de 850 estudantes da rede estadual de ensino estão participando da Flica, por meio de diferentes atividades literária, artísticas e culturais, que têm como principal palco o Espaço Educar para Transformar, localizado no prédio da Fundação Hansen Bahia. Os participantes visam promover o fomento à leitura e o protagonismo estudantil e a programação envolve rodas de conversa; recital de poesias; exposição e leitura de Literatura de Cordel; apresentações de samba de roda, teatro e dança; e exibição de filmes, entre outras.

A estudante Érica Silva, 16, 1º ano, do Colégio Estadual Antônio dos Santos Paim, localizado em Santo Amaro, fez questão de conferir a abertura e disse que está animada para participar das atividades do evento. “Esta é a minha primeira vez na Flica e quero sair daqui com muito conhecimento absorvido. Sei que este evento é muito importante para estimular os jovens ao hábito da leitura e, por isso, é essencial que os estudantes participem de toda a programação”.

Fonte: Ascom/SEC