Parte de um sistema viário que vai completar um grande anel passando por Feira de Santana, Candeias, Santo Antônio de Jesus, Castro Alves e Nazaré, além de viabilizar uma nova conexão interestadual com redução de até 150 km para Salvador. Assim o secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, define a ponte Salvador– Ilha de Itaparica. “Obviamente, um empreendimento deste porte não será apenas para o transporte de fins de semana para a ilha”, ressalta.

De acordo com o secretário, a ponte é uma obra estruturante que viabilizará o escoamento da produção do oeste do país, através da conexão com ferrovias e hidrovias s serem construídas. As declarações foram feitas em um encontro promovido quarta-feira (10) à noite pela Associação Comercial da Bahia (ACB) para discutir a importância e perspectivas que a ponte trará para a economia baiana.

O presidente da ACB e dirigente do Grupo Deil, Marcos de Meireles Fonseca, destacou a importância da presença do secretário para os empresários poderem compreender claramente as reais necessidades e os benefícios que a ponte trará para a sociedade.

Trânsito

Uma das principais preocupações dos que participaram do encontro é em relação ao trânsito de Salvador, que absorverá o fluxo de veículos leves e pesados vindos da ponte, assim como terá maior circulação no centro da cidade.

O secretário explicou que a ponte será inaugurada em 2019 ou 2020 e, até lá, a malha viária de Salvador passará por significantes mudanças. Muitas já anunciadas, como o metrô, as intervenções nas avenidas Pinto de Aguiar, 29 de Março, Gal Costa e Luís Eduardo Magalhães, em Narandiba e no Imbuí. E listou ainda o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que poderá ser conectado com a ponte, as melhorias nas linhas do trem do subúrbio e a Via Expressa.

O projeto

A ponte Salvador–Itaparica é parte de um plano de desenvolvimento socioeconômico da Bahia, com objetivo de dinamizar o eixo litorâneo sul, permitindo o surgimento de um novo polo industrial e logístico na Região Metropolitana de Salvador (RMS), ancorado por investimentos já em curso (estaleiros em São Roque do Paraguaçu) ou projetados (nova retroárea do porto de Salvador).