O sucesso da política de atração de novos investimentos para a Bahia está mudando o perfil das empresas que se instalam no município de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS). Este foi o principal ponto destacado pelo governador Jaques Wagner, em solenidade nesta quinta-feira (11), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em comemoração aos 35 anos do Polo Industrial de Camaçari. 

Wagner afirmou que, nos últimos seis anos, o governo da Bahia impulsionou o desenvolvimento do Polo, com a gestão voltada para a atração de novas indústrias, proporcionando uma nova configuração no perfil das empresas. Como exemplo, citou a Basf, que está implantando um complexo acrílico para produção de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes – maior investimento da Basf em sua história na América do Sul.

O governador falou ainda sobre a ampliação da fábrica da Ford, que passará a produzir motores na Bahia, a instalação das montadoras de veículos JAC Motors e Foton, além de empresas do porte da Kimberly-Clark e Boticário, e da cadeia de geração de energia eólica.

“Na comemoração dos seus 35 anos, o Polo se mostra revigorado com a retomada do seu crescimento nesse novo momento econômico e social do estado”, ressaltou Wagner. Ele disse que o Polo Industrial de Camaçari experimenta novo ciclo de expansão, com a ampliação da área física, atração de novas empresas e diversificação do parque produtivo.

Nova área, infraestrutura e mais investimentos

Durante o encontro que marcou a comemoração, foi apresentado o plano diretor da nova área de expansão. O documento aponta estratégias de crescimento e de atração de novos investimentos para o estado, oferecendo um leque de infraestrutura para novas empresas se instalarem na Bahia, como disse o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.

O secretário declarou que houve a necessidade de se fazer um remanejamento de ocupação do espaço físico, de evitar uma ocupação que não fosse compatível com a indústria. “São 140 milhões de metros quadrados. Só para ter ideia, um campo de futebol tem dez mil metros quadrados, uma área maior até que a área original do Polo. Com isso, foi possível atrair empresas para posições que antes seriam inviáveis na instalação, como a da JAC Motors”.

O presidente do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), Marcelo Cerqueira, explicou que com esta área que está sendo agregada ao Polo vai ser possível a organização dentro de uma mesma cadeia produtiva integrada, além de permitir a atração de novos investimentos. “Se possui área, água, energia e pessoas para trabalhar, o empresário vem”.

De acordo com o governador, o plano é necessário para localizar melhor as empresas e ter um planejamento adequado. “Vai designar áreas para cada natureza, cada tipo de empresa, e, se se trata de uma proposta, teremos um conselho para acompanhar a implantação deste plano. Temos vários desafios agora: a ferrovia, praticamente decidida, que vai acompanhar o canal de tráfego até o Porto de Aratu, a nova área de expansão, e estamos diversificando o Polo, temos a duplicação da Via Parafuso e da BA-093. Então, há um dinamismo muito grande”.

Maior complexo industrial do Hemisfério Sul

O Polo de Camaçari, inaugurado em 1978, é considerado o maior complexo industrial do Hemisfério Sul, e conta com 90 empresas, 35 delas químicas e petroquímicas. As demais são voltadas para metal-mecânica, automotiva, metalurgia do cobre, têxtil, bebidas, celulose, energia eólica. O Polo responde por 20% do PIB da Bahia.

Conforme o presidente do Cofic, o Polo tem uma cadeia integrada importante para o estado. “Esses 35 anos são de sucesso e provocam inveja a muitos outros países. É um local de atração e está fazendo com que outras cadeias produtivas se integrem, a exemplo da automobilística e da eólica, complementando o conjunto e fortalecendo ainda mais o Polo”.

Publicada às 12h20
Atualizada às 15h30