Com a presença de especialistas do setor, o Museu Geológico da Bahia realizou nesta quinta-feira (18), na sua sede, o Fórum Brasileiro de Diamantes e Pedras Coradas, que discutiu ações voltadas para o fortalecimento dos segmentos de diamantes e pedras coradas, relacionadas à extração, comercialização e industrialização. O evento teve a participação de representantes do Ministério das Minas e Energia (MME), do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) e da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do estado (SICM).

De acordo com a coordenadora do Centro Gemológico da SICM, Gracia Brandão, um dos principais desafios hoje é alinhar a cadeia de pedras coradas para andar junto com o segmento de diamantes. “O Brasil é um grande e diversificado produtor, encontrando em seu território mais de 100 variedades de pedras preciosas. Um dos nossos desafios atualmente é aproveitar a estrutura e fomentar a criação de APLs, para fazer fluir o segmento de gemas e jóias”.

Todas as pedras preciosas que não sejam diamantes são consideradas gemas coradas, a exemplo de esmeraldas, rubis, safiras, turmalinas, opalas e águas-marinhas, entre outras.

Controle da produção

Segundo o secretário-executivo do fórum e assessor da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério das Minas e Energia (MME), Samir Nahas, em um país continental como o Brasil, com fortes diferenças regionais, as ações de integração e articulação são sempre difíceis. “Um dos objetivos do fórum é tentar reduzir, ao máximo, essas dificuldades”.

Ele afirmou que, a exemplo do diamante, o segmento de pedras coradas também tem realizado esforços no sentido de aperfeiçoar seus mecanismos de fomento e controle da produção. “No evento, discutimos diversos temas de interesse do segmento, com destaque para o apoio à industrialização interna e ampliação das exportações, garantindo maior renda e emprego, notadamente em regiões carentes, onde normalmente ocorre a produção de gemas”.