O Brasil produz diariamente 180 mil toneladas de resíduos sólidos na construção civil, no setor industrial, em residências, na atividade agropastoril (abates) e na mineração. A destinação desse material gera preocupação atualmente porque apenas 24% dos municípios brasileiros possuem aterro sanitário para disposição adequada do ponto de vista ambiental – nos estados do Nordeste, 87% dos municípios não têm aterros.

As informações e a análise são do secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Nabil Bonduki, um dos participantes do seminário ‘O Desafio das Cidades – Metas para a Sustentabilidade’, realizado na terça-feira (20) no plenário da Assembleia Legislativa.

Também fizeram palestras no evento o secretário do Planejamento da Bahia, Zezéu Ribeiro, e a presidente (na Bahia) da Associação Nacional de Órgãos Municipais do Meio Ambiente (Anamma) e secretária do Meio Ambiente do município de Luís Eduardo Magalhães, Fernanda Aguiar.

Zezéu Ribeiro disse que a sustentabilidade é tratada pelo Governo da Bahia de forma ampla, englobando aspectos ambiental, social e econômico. Ele citou entre as ações na área, desenvolvidas pela Secretaria do Planejamento (Seplan), os consórcios públicos para criação de aterros. Estão sendo implementados sete consórcios e os mais adiantados, de acordo com ele, são os de Juazeiro e Irecê.