As incertezas do cenário econômico internacional repercutiram negativamente no desempenho industrial baiano no mês de julho último em comparação com o mês anterior. O segmento recuou 6,8%, interrompendo quatro meses seguidos de taxas positivas, que acumularam ganho de 19,1%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, que é realizada pelo IBGE e divulgada, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

Em relação a julho de 2010, a produção industrial apresentou queda 4,4%. Mas alguns setores se expandiram a exemplo dos grupos de alimentos e bebidas (16,2%) e produtos químicos (4,7%), que apresentaram as principais contribuições positivas. No ano de 2011, o desempenho ficou negativo em 4,6% e, nos últimos 12 meses, teve redução de 3,1%.

Segundo a SEI, a metalurgia básica apresentou a maior queda na produção, com -19,9%, seguida de celulose, papel e produtos de papel (-14,1), refino de petróleo e álcool (-8,2%), produtos químicos (-0,2%) e veículos automotores (-0,1%).

Ao analisar os dados, o coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, Luiz Mário Vieira, afirma que os resultados refletem as incertezas quanto ao cenário da economia mundial, com alguns setores exportadores, a exemplo da celulose e papel, desacelerando o ritmo de produção. “Também deve ser levada em consideração a queda forte da metalurgia básica, por paralisação técnica”.