Uma exposição, que será aberta nesta sexta-feira (16), às 19h, no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho), marca o encerramento da primeira etapa do Projeto Circuitos Arqueológicos, que tem a finalidade de preservar e promover o patrimônio cultural e arqueológico da Chapada Diamantina.

Criado em 2008, via convênio de cooperação técnica entre a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) – autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) –, o projeto já desenvolveu atividades em seis municípios da Chapada.

A mostra integra as ações comemorativas dos 45 anos de fundação do Ipac. São 108 fotos coloridas de 40 x 30 cm, que apresentam edificações, paisagens e sítios arqueológicos existentes nesses seis municípios. A visitação pode ser feita até 23 de outubro, sempre de terça a sexta-feira, das 10 às 18h, e nos fins de semana e feriados, das 13 às 17h.

A próxima etapa da iniciativa será o incentivo às parcerias público-privadas na ação, segundo informações do coordenador-geral do Projeto Circuitos Arqueológicos, professor da Ufba e arqueólogo, Carlos Etchevarne, que fez palestra esta semana, no auditório do Conselho Estadual de Cultura (CEC), no Palácio da Aclamação, em Salvador sobre o assunto.

Desenvolvimento sustentável

O projeto prevê a criação de circuitos de visitação contemplando bens paisagísticos, ambientais, arquitetônico-históricos e de pinturas rupestres existentes na região, com a meta de promover o desenvolvimento econômico sustentável dos municípios participantes.

Um passeio entre Wagner, Cachoeirinha, Passagem dos Bois (Alambique) e o sítio arqueológico de Serra das Paridas, no município de Lençóis, deve ser o primeiro roteiro a ser concretizado para visitação. Serra das Paridas fica a 46 quilômetros de Lençóis e a 413 de Salvador.

Segundo a coordenadora de Educação Patrimonial do Ipac, Ednalva Queiroz, prefeituras, empresários, secretarias de Educação, Cultura e Turismo e universidades são alguns dos possíveis parceiros que, juntamente com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e a Ufba, podem viabilizar a execução do projeto. “Precisamos demonstrar a instituições públicas e privadas que a Chapada tem enorme potencial turístico, parte ainda inexplorado”.