O Plano Diretor da Copa (PDC) 2014 na Bahia, com as principais informações sobre as estratégias do Governo do Estado para a realização da Copa das Confederações Fifa Brasil 2013 e da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014, está disponível a partir desta tarde de segunda-feira (12) para o público, no portal da Secopa.

A nova versão do PDC foi apresentada em sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia pelo secretário Ney Campello, com a presença de deputados e representantes do governo, da sociedade e do segmento empresarial. O documento é mais abrangente que a primeira versão do plano, apresentada no dia 19 de novembro de 2010.

A presidente da Associação das Baianas de Acarajé do estado, Rita Santos, compareceu ao lançamento. “Estamos querendo saber o que vai acontecer para nós, que trabalhamos 24 horas, todos os dias, nessa cidade. Queremos saber onde nos encaixamos nesse projeto, qual o legado que vai ficar para nós”.

Rita disse que a associação, que conta com três mil baianas de acarajé, elaborou uma proposta de capacitação e qualificação. “É para que as nossas baianas atendam não somente aos turistas, mas também a todos nós que somos os atores dessa festa”.

Vice-presidente de um grupo que atua no segmento de logística, Sérgio Farias também estava atento à sessão. “Estamos aqui com uma expectativa muito positiva. Certamente os desdobramentos na área de logística serão inevitáveis. É uma oportunidade de negócios. A Copa pode trazer melhoria de infraestrutura, capacitação de mão de obra, movimentação da economia como um todo”.

PDC facilita a qualificação do legado

Para Campello, a participação da sociedade baiana é essencial e o lançamento do plano é um instrumento para esta participação. “Temos duas grandes ações neste momento. Uma é o monitoramento das obras, que está sendo possível por meio do Portal Copa, para que elas aconteçam dentro do prazo. A outra é tirar proveito do evento, garantir o que chamamos de legado, e aí a participação da sociedade é fundamental”.

Segundo o secretário, a partir do plano, cada entidade pode identificar como se integrar e extrair benefícios do projeto. “Temos hoje como exemplo a Associação das Baianas de Acarajé. É este o propósito, compartilhar o PDC para que cada um se veja no documento e, por meio do modelo de governança, as entidades possam se desenvolver”.

Ele explicou que os principais pontos do PDC são os planos de legado e de comunicação e o portfólio de projetos. “O nosso modelo de governança tem uma diferenciação, porque o processo foi feito pela Secretaria do Planejamento, ou seja, está integrado ao planejamento do Estado”.

Sobre a Arena Fonte Nova, Campello declarou que o estádio está com 23% das obras executadas, e por isso está mantida a previsão de conclusão para o dia 31 de dezembro de 2012. “Agora precisamos garantir o fluxo financeiro, com recursos do BNDES e do Banco do Nordeste, para que não haja prejuízo para o calendário”.

Oportunidades de trabalho

A perspectiva de geração de emprego e renda também é grande, a partir da realização do evento. Para o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, o PDC vai ajudar no encaminhamento da população para ocupar essas vagas. “O governo faz sua parte, que é deflagrar o processo. Agora a sociedade precisa se mobilizar. A possibilidade de negócios é infinita e é necessário que os grandes e os pequenos empreendedores percebam quais são essas oportunidades e tomem a iniciativa”.

Vasconcelos afirmou que a construção da Arena Fonte Nova deve absorver, quando chegar ao pico dos trabalhos, até 1,5 mil funcionários. Quanto ao Plano de Mobilidade Urbana, declarou que ainda são necessárias algumas definições para se ter uma precisão sobre a geração de postos de trabalho, principalmente na área da construção civil.

O segmento do turismo, de acordo com o secretário, também vai absorver muita mão de obra e a rede hoteleira vai sofrer um processo de modernização e construção de novos equipamentos. “Há uma infinidade de novos empregos e temos investido em qualificação, com recursos próprios e em parceria com o Ministério do Trabalho, para atividades econômicas que envolvem bares, restaurantes, guias, entre outras”.