Trinta e três detentas do Conjunto Penal Feminino receberam, nesta sexta-feira (12), o certificado de conclusão de curso de pintura em tecido e bordado, capacitação que integra as ações do Programa Liberdade e Cidadania, desenvolvido pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), em parceria com a Fundação Dom Avelar. Os dois cursos somaram no total 108 horas.

Até junho deste ano, cerca de 400 internos das unidades prisionais do estado foram capacitados em cursos profissionalizantes, a exemplo de construção civil, horta, fabricação de tijolos, panificação e informática básica.

Respondendo processo por tráfico de drogas, Rita de Cássia Vieira, 34 anos, participou dos dois cursos e espera utilizar os conhecimentos adquiridos quando sair da detenção. “Foi muito bom pra mim, que nunca tinha feito nada de artesanato”. Ela pretende produzir panos de prato e camisetas para vender e sustentar os dois filhos.

Adla Lima dos Santos, 20, disse que conhecia um pouco de confeitaria, mas gostou muito do curso de pintura em tecido. “Quando sair daqui, vou ganhar dinheiro com isso”.

O diretor de Integração Social da Seap, Hari Brust Filho, que representou o secretário Nestor Duarte na solenidade, elogiou a qualidade dos produtos confeccionados pelas detentas, comparando-os com os comercializados no Mercado Modelo e em feiras de artesanato. Na ocasião, ele anunciou algumas ações de ressocialização que serão implementadas pela Seap, a exemplo da instalação de uma fábrica de uniformes, com possibilidade de absorção de aproximadamente 25 detentas e de uma escola de panificação.

“Estou muito feliz com este curso e todos os outros que investem no empreendedorismo para as detentas”, afirmou a diretora do conjunto penal, Luz Marina Ferreira. Para ela, os cursos são uma alternativa ao emprego formal quando as internas voltam ao convívio social. “Vocês estarão de volta à sociedade, mas não partirão do zero. Agora, já possuem uma capacitação para lhes garantir o sustento da família”.