A Bahia é rica em diversidade, seja por meio da religiosidade, musicalidade ou multirracialidade. Para contemplar esse pluralismo cultural e preservar as manifestações artísticas tradicionais, foi lançado, nesta sexta-feira (12), o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), no Pelourinho, em Salvador. Participaram do evento diversos artistas baianos, representantes de movimentos culturais e autoridades.

O cantor e compositor Gerônimo vê a iniciativa com otimismo. “É um espaço que receberá todas as formas de expressão da Bahia, e nos interessa muito porque servirá como lugar de contatos e referência”. Segundo a diretora do centro, Arany Santana, o CCPI será um ‘braço’ da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) para cuidar das manifestações culturais, “sejam sertanejas, ciganas, de matriz africana, indígenas ou relacionadas a gênero e grupos etários”.

A iniciativa pretende valorizar e preservar a diversidade, uma das principais características da cultura baiana. De acordo com o governador Jaques Wagner, é papel do Estado trabalhar para o desenvolvimento das manifestações culturais. “A Bahia é rica em diversidade cultural, que precisa ser reconhecida, cadastrada e valorizada, o que vai ser facilitado a partir deste centro”.

Semana de Cultura Popular

De segunda-feira (15) ao dia 19 deste mês acontece a Semana de Cultura Popular, que deve movimentar o centro antigo de Salvador. A programação do evento, anunciada nesta sexta, inclui shows musicais, teatro, dança e gastronomia, além de debates e oficinas sobre as manifestações populares da Bahia.

Segundo o secretário estadual de Cultura, Albino Rubim, o trabalho do Centro de Culturas Populares e Identitárias já está em andamento. A Semana de Cultura Popular, de acordo com ele, é a primeira iniciativa pública do centro. “A criação do espaço faz parte de uma articulação e atenderá reivindicações apresentadas nas conferências municipais, territoriais e estaduais de cultura”.

Publicada às 12h25
Atualizada às 15h40