Fapesb
Foto: Divulgação

A Bahia possui uma das maiores regiões semiáridas do país, o que demanda cuidado e atenção à população que vive nessa área. Com o objetivo de trazer recursos e desenvolvimento, possibilitando que a região seja ainda mais assistida, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), aprovou quatro projetos, junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que vão apoiar pesquisas que beneficiem a sociedade. O investimento, com a contrapartida estadual, deve chegar a R$ 2 milhões num período de até quatro anos.

Investir em pesquisas que possam auxiliar a melhoria socioeconômica dessa região é necessário para que haja uma sociedade cada vez mais igualitária. É o que defende a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro. “O apoio do Governo do Estado a projetos que possam fortalecer e agregar conhecimento para a articulação de políticas públicas em toda a Bahia é de fundamental importância para toda a sociedade. Trazer esses recursos para nosso estado é fruto de um trabalho conjunto que desenvolvemos com diversas secretarias, reforçando o caráter transversal de diálogo com todas e todos”, comemorou.

A seleção dos projetos confirma o comprometimento do Governo da Bahia em políticas públicas de convivência com o semiárido, o que pode ser comprovado, dentre outras coisas, pela existência do Grupo de Trabalho permanente, que, inclusive, participou do diálogo. “Consideramos as competências dos Programas de Pós-Graduação já existentes nas universidades da Bahia de forma a se alinhar com as diretrizes governamentais presentes na legislação e nas propostas apresentadas para a convivência com o semiárido. A ação tem foco em estudantes de mestrado e doutorado, bem como nas próprias universidades, para que possam formar profissionais qualificados e pesquisas voltadas ao desenvolvimento social, econômico e tecnológico na região semiárida brasileira”, destacou Adélia.

Para o diretor de Inovação da Fapesb, Handerson Leite, com a extensão do semiárido baiano, o investimento é necessário principalmente por questões socioeconômicas. “A Bahia tem 70% de semiárido. É um bioma importante e que sofre muito com seca e outras questões. Se você desenvolver projetos que beneficiem esse povo e essa região, com certeza iremos melhorar as questões econômicas locais”, afirmou. “Entendemos que a aprovação de projetos voltados para o semiárido, em consonância com a legislação e o plano de ação estadual, permite a formação de estudantes de alto nível em interação com o ecossistema estudado, o que deve gerar soluções para o desenvolvimento da região”, concluiu.