Perto de se aproximar do número 100 em matérias de divulgação sobre trabalhos científicos, a série de reportagens Bahia Faz Ciência (BFC), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), lançará uma revista comemorativa ao Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, na próxima quinta-feira (8), às 15h, com transmissão pelo Canal do YouTube da Secti.

A publicação, que reúne algumas matérias lançadas desde a estreia do projeto, em julho de 2019, traz estudos, soluções e invenções criadas em território baiano, com o objetivo de demonstrar a importância de investir em pesquisa para o avanço da sociedade, a melhoria na qualidade de vida da população e o desenvolvimento econômico do Estado.

A secretária da Secti, Adélia Pinheiro, contextualiza a relevância do Bahia Faz Ciência. “Há cerca de dois anos, antes do contexto da pandemia, tínhamos o interesse de mostrar para toda a população o potencial enorme que baianas e baianos têm para fazer ciência. Agora, enquanto enfrentamos uma crise sanitária de grandes proporções, podemos dizer que este projeto auxilia no combate ao obscurantismo, ao levar informações para toda a sociedade, que muitas vezes estão restritas ao ambiente acadêmico. Em uma linguagem acessível e um formato semanal, lançamos toda segunda-feira uma notícia diferente sobre um novo estudo, pesquisa ou trabalho científico que venha para agregar ferramentas ou soluções inovadoras”.

Com foco em diversidade, a série aborda diferentes temas e áreas do conhecimento na hora de selecionar os trabalhos que serão divulgados para a população e à mídia. O diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), Márcio Costa, também destaca que todas as universidades estaduais e federais do Estado já tiveram trabalhos divulgados, assim como algumas particulares, além de diversas instituições, escolas e institutos. “Através dessas matérias, mostramos para o público, não só da capital, mas também de todas as regiões baianas, a importância de investir em pesquisa científica. Os cientistas contemplados pelo Bahia Faz Ciência estamparam jornais, sites, deram entrevistas a TVs e rádios e puderam levar um pouco do que é produzido em laboratório e sala de aula para o conhecimento da sociedade”.

Novos tipos de curativo, remédios, vacinas, ferramentas inovadoras, plataformas tecnológicas para facilitar trabalhos manuais do dia a dia e até novos tipos de alimentos já foram pauta da Secti nos últimos dois anos. Mas foi em um novo método para tratar diabetes, através da casca de um fruto chamado mangostão, criado por jovens estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), no município de Catu, que o Bahia Faz Ciência encontrou sua primeira pauta.

“Somente com a divulgação científica dos trabalhos e projetos realizados nos centros educacionais é que conseguiremos demonstrar a importância da ciência no Brasil e no Mundo. E assim, entendermos que cada centavo investido em pesquisa não é prejuízo, mas sim lucro para uma geração de novos cientistas, com possibilidades de melhorar a vida de todos”, pondera Saulo Capim, professor do IF Baiano e orientador da primeira pesquisa científica divulgada pelo BFC.

A professora e pesquisadora Silmara Carvalho, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), que teve seu trabalho recentemente divulgado pelo Bahia Faz Ciência, destaca que a população, em geral, precisa conhecer mais as pesquisas que são realizadas nas universidades públicas brasileiras porque a realização científica envolve o desenvolvimento desde atividades mais complexas, como a produção de vacina, até atividades mais simples, como cuidados higiênicos para evitar proliferação de doenças.

“Muitas destas pesquisas trazem benefícios direto para a sociedade, seja na área médica, farmacêutica, alimentícia, ambiental, social, dentre as muitas possibilidades. Toda a forma de divulgação deve ser potencializada. Um bom exemplo diz respeito à minha área de atuação, a engenharia de alimentos, porque um produto como iogurte sabor morango foi primeiramente produzido em uma Universidade Pública (UFV), fato que poucas pessoas fora do ambiente acadêmico sabem”, sinalizou Silmara.

Para ter acesso à edição online da revista Bahia Faz Ciência, que conta com temas como saúde, sustentabilidade, tecnologia e Covid-19, basta acessar o site da Secti, onde também se encontra todas as matérias já divulgadas dentro do projeto. Os interessados em ter seus trabalhos divulgados nos sites e redes sociais da Secti e Fapesb e para toda a imprensa devem enviar a sugestão de pauta para o e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fonte: Ascom/Secti