Buscando subsidiar a discussão governamental sobre a Transição Socioambiental, Ecológica e Econômica, como previsto no Plano Plurianual Participativo (PPA), e oportunizar uma compreensão coletiva acerca dos prováveis caminhos à implementação de políticas públicas, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) promoveu, na quinta-feira (10), a 5º reunião virtual Transição Socioambiental, Ecológica e Econômica.

O encontro teve a participação de assessores de planejamento e gestão das secretarias de governo e dos palestrantes André Pinho Joazeiro, mestre em Planejamento Urbano e Regional; Ana Christina Neves Alves, especialista em Arquitetura Sustentável; e a arquiteta Sandra Pinheiro, docente na área de Arquitetura e Urbanismo, que contribuíram para o debate, discorrendo pontos importantes sobre a Transição e o Desenvolvimento Urbano.

Dando início as palestras, a arquiteta Sandra Pinheiro destacou que os reflexos do desenvolvimento danoso ao meio ambiente, do capitalismo voltado somente ao lucro e do esquecimento da população mais vulnerável se apresentam de forma catastrófica exigindo mudanças estruturais para, não só estancar o desequilíbrio, mas buscar a regeneração da nossa sociedade e do planeta. “E o Estado pelo poder regulatório que tem, pode liderar essa transição”, completou.

“A boa notícia é que há um mapa de boas práticas a ser seguido. Há um movimento para mudarmos a cultura predatória existente para outra regenerativa, um movimento empresarial e o guia poderoso de metas que compõem a Agenda 2030 que aumentam outras ferramentas para engajamento do mercado”, finalizou Sandra.

Sustentabilidade Urbana

“Os discursos da sustentabilidade urbana no debate contemporâneo assumem várias conotações que articulam a reprodução das estruturas urbanas à sua base material. Ações, planos e projetos de cidade vêm sendo propagados e construídos em nome da sustentabilidade urbana, correspondendo, em cada caso, a distintas representações de cidades”, explicou a convidada Ana Christina.

Ela explicou também que sustentabilidade urbana almejamos alcançar. “A sustentabilidade urbana está relacionada ao reconhecimento da cidade como um espaço de direitos às condições saudáveis de existência, ou seja, do bem-estar físico, mental e emocional dos indivíduos em sociedade. Os problemas urbanos contemporâneos têm que ser entendidos a partir da interação entre as questões ambientais e sociais”, pontuou.

A Transição para a sustentabilidade urbana foi outro tema apresentado na reunião virtual. André Pinho Joazeiro destacou em sua palestra a importância do desenvolvimento de instrumentos e métodos para essa transição, tendo como conceitos chave a participação popular. “A gestão urbana é o caminho para o crescimento ordenado. O planejamento urbano é apenas o primeiro passo”, esclareceu.

Fonte: Ascom/Sema