Hospital Geral Roberto Santos em atendimento durante a pandemia do Corona Vírus Foto: Carol Garcia/GOVBA

O Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) registrou, somente no último mês de março, três captações de múltiplos órgãos e nove de córneas. Com essas doações, a instituição já alcançou, em 2021, a marca de seis captações de múltiplos órgãos e 17 captações de córneas – o que representa, respectivamente, um aumento de 50% e 143% em relação ao primeiro trimestre de 2020. O aumento aconteceu em meio à pandemia da Covid-19.

De acordo com o diretor-geral do HGRS, Adil Duarte, o incremento se deve a uma série de medidas adotadas para reestruturar a Comissão Intra-Hospitalar de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplante da instituição (Cihdott-HGRS) e, assim, intensificar o trabalho de sensibilização das equipes quanto à importância da notificação de óbito. “Devido ao porte e à complexidade da assistência que oferecemos, nós temos potencial e pretendemos realizar ainda mais captações de órgãos sólidos e tecidos. Além de sermos centro transplantador – com dois programas de transplantes, hepático e renal –, abrigamos a Central de Transplantes da Bahia e o Banco de Olhos da Bahia”, lembra.

Com profissionais exclusivos para atuar na captação de órgãos, a Cihdott-HGRS oferece suporte desde a abertura do protocolo, independente da escolha dos familiares. No entanto, somente quando constatada a morte encefálica, a comissão realiza entrevista com os acompanhantes dos pacientes.

“O aumento no número de captações é fruto do nosso trabalho, mas é, também, resultado da solidariedade das famílias que, mesmo em um momento de dor, realizam um gesto nobre de amor ao próximo ao autorizaram a doação de órgãos e tecidos dos seus entes queridos”, avalia Jeane Lima, coordenadora de enfermagem da Cihdott-HGRS.

Para incentivar a cultura de notificação de potenciais doadores, Jeane adianta que irá promover ações de reconhecimento dos profissionais do hospital. “Entregaremos certificados como forma do nosso reconhecimento pelo apoio deles. Queremos estreitar essa parceria para reduzir as filas de espera por um transplante, especialmente o de córnea. Hoje, temos 774 pessoas aguardando por um transplante de córnea na Bahia”, conta ela, que acrescenta: “todo paciente que vem a falecer é um potencial doador de córnea”.

Para se tornar um doador de órgãos, não é necessário registrar por escrito. Basta conversar com a família e deixá-la ciente do desejo. Mais informações sobre doação e transplante de órgãos e tecidos estão disponíveis no site da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

Fonte: Ascom/HGRS