Em evento virtual realizado na tarde de ontem (30), a procuradora geral adjunta da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), Luciane Rosa Croda, e a corregedora do órgão, Maria Olívia Teixeira de Almeida, entregaram, simbolicamente, à secretária de Política para Mulheres, Infância e Juventude do Município de Salvador, Fernanda Silva Lordelo, 500 exemplares da cartilha “Assédio Moral e Sexual no Ambiente de Trabalho”. Também participou do ato a diretora de Política para Mulheres da SPMJ, Fernanda Maria Costa Cerqueira.

“Esse é um campo que conseguimos unir forças. É uma rede que funciona. Nós somos esta rede aí. Uma mulher dando a mão a outra, puxando a outra, se ajudando, para tornar este mundo melhor para a gente. Contem conosco para o que precisarem”, afirmou Luciane Croda.

“Uma mulher que não conhece seus direitos, quem procurar, a quem recorrer, quem apoiar, quem capacitar ela profissionalmente, ela não tá empoderada, ela não vai ser empoderada porque não vai conseguir se libertar do ciclo de violência”, pontuou Fernanda Lordelo.

“Podemos sim seguir juntas nesta causa. Acho importante nós fortalecermos estas mulheres que procuram os centros de referência para terem direito a serviços em torno da violência, assim como também as nossas servidoras. Precisamos cuidar de quem presta o serviço e quem vivencia ele. Ações como estas são muito importantes”, destacou a diretora de Política para Mulheres da SPMJ, Fernanda Maria Costa Cerqueira.

Elaborada pela PGE-BA, a publicação visa oferecer aos seus leitores informações que possibilitem a identificação de situações que caracterizem tais comportamentos no ambiente de trabalho, bem como as providências cabíveis para garantir a proteção da vítima e a responsabilização do assediador. A obra foi elaborada incorporando conceitos e informações de instituições públicas federais, a exemplo do Ministério Público do Trabalho e do Ministério da Saúde, que tratam da questão e já publicaram estudos sistematizados sobre o tema.

As cartilhas serão distribuídas nos Centros de Atendimento à Mulher.

O Centro de Referência de Atenção à Mulher Loreta Valadares (CRLV), nos Barris, o Centro de Referência Especializado de Atendimento à Mulher Arlette Magalhães (Cream), em Fazenda Grande II e o Centro de Atendimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (Camsid), na Ribeira, realizam atendimentos para vítimas de violência doméstica, familiar, mães de crianças com idades entre 0 e 12 anos e egressas do tráfico de mulheres. Os casos mais frequentes de violência registrados pelos centros de referência e acolhimento são de ordem psicológica, moral, física, patrimonial e sexual.

Enquanto o Loreta Valadares se encarrega do atendimento primário às vítimas, o CREAM é voltado para o atendimento psicológico, social, psicopedagógico e de orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência doméstica e familiar. O Camsid por sua vez agrega as funções de centro de referência e uma casa de acolhimento de curta duração. Nele, há suporte jurídico e psicossocial, atividades de empreendedorismo, dança, informática, grupo terapêutico, defesa pessoal, oficinas produtivas, ginástica e atendimento de enfermagem.

Fonte: Ascom/PGE-BA