Para incentivar à doação de órgãos na Bahia, a Fundação Hemoba e a Central Estadual de Transplantes, firmaram parceria em ação itinerante de doação de sangue no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). A unidade móvel de coleta ficará instalada até esta sexta-feira (25), na entrada principal do hospital, para realização de doação de sangue, cadastros de doadores de medula óssea e estande para acesso às informações sobre doação de órgãos.  

O hematologista e diretor geral da Hemoba, Fernando Araújo, explica que o sangue é fundamental para a realização dos transplantes. “Para cada tipo de tecido, é preciso uma quantidade de sangue. Por isso, a doação é essencial para que o procedimento aconteça com segurança. Precisamos dar suporte transfusional para essas cirurgias”, frisou.

Além da necessidade de sangue para transfusão, o tecido líquido é considerado um órgão, com todos os tipos de células produzidas na medula óssea.

“Por isso, essa parceria com a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) é tão importante e necessária para conhecimento da população e incentivo à doação de órgãos e de sangue”, disse.

De acordo com a Central de Transplantes da Bahia, a maior demanda por transplantes em todo o Brasil é para rim. Entre janeiro e junho deste ano, só a Bahia registrou 119 transplantes de rim realizados, liderando o número de procedimentos no Nordeste e colocando o estado em sétima posição em relação ao resto do país.

A enfermeira e coordenadora da Central de Transplantes da Bahia Carolina Melo lembra que, por conta de antiga lei, alterada em 2001 (Lei 10.211/2001), muitas pessoas ainda acreditam que devem deixar um documento assinado declarando que são doadoras de órgãos para a família.  

“Hoje não é preciso deixar nada por escrito, até porque não tem valor legal. Precisa que a família, no momento do óbito tome essa decisão. Por isso, é muito importante que as pessoas conversem sobre o assunto com seus familiares e se declarem doadoras, se assim for o seu desejo”, disse.


Processo de doação de órgãos

Em caso de doação pós-morte, o processo se inicia com a identificação de um potencial doador, geralmente em emergências ou Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s). São realizados exames e avaliações e o paciente precisa ter o diagnóstico de morte encefálica. Após o óbito, os familiares são informados e uma equipe especializada presta apoio à família e oferece a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. Com o consentimento familiar, é feita a retirada dos órgãos e tecidos doados através do Sistema Nacional de Transplantes/Ministério da Saúde.

Fonte: Ascom/ Hemoba