PANC – Uma nova forma de comer: “do Mato ao Prato”. Esse foi o tema da primeira edição do ‘Diálogos de Ater’, transmitido, ao vivo pelo Canal SDRBahia, no Youtube, nesta quinta-feira (20), que apresentou a gastronomia e o valor nutricional das plantas alimentícias não convencionais (PANC). A iniciativa é da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e da Coordenação de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica (Cepex).

“A série Diálogos de Ater é uma proposta formativa e informativa. Os eventos trazem informações sobre temas relacionados à alimentação saudável e produtos agroecológicos, com intenção de levar conhecimentos que contribuam com uma vida melhor para as famílias rurais e urbanas”, explicou Dora Alvim, diretora de Inovação e Sustentabilidade da Bahiater.

O professor José Geraldo Aquino, do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (IBio/Ufba), agrônomo e também participante da Rede PANC Bahia, falou sobre a importância de levar esse tema para o público rural, que recebe assistência técnica da Bahiater. Ele lembrou que quando se trata de PANC, as pessoas sempre perguntam para que serve, normalmente não se escolhem alimentos pelas perspectivas funcionais de cada um deles: “Uma coisa é certa, além do fato de poder dizer que as PANC trazem essas várias possibilidades gastronômicas, com diferentes sabores, trazem em termos de nutrição também, como a beldroega, que é riquíssima em Ômega 3”.

Durante o encontro, os participantes tiveram a oportunidade de aprender a utilizar algumas espécies de PANC com Uerisleda Alencar, que tem formação em História e Gastronomia e é professora da Faculdade Batista Brasileira e da Associação Pracatum Ação Social, além de integrar a Rede PANC Bahia. Foram preparados pratos como a quiche com língua de vaca e beldroega e o muffin, ou bolinho salgado, com massa à base de feijão fradinho e temperado com aroeira e coentro largo.

“Eu gosto muito de descobrir novos sabores e me aproximei desse projeto de extensão, que é a Rede PANC Bahia, por entender que a gente tem uma biodiversidade em Salvador e na Bahia, e um potencial não só econômico, mas também nutricional, para garantir a segurança alimentar das populações do campo, e das populações urbanas. A gente precisava elaborar estratégias não só de divulgação do consumo dessas plantas, mas principalmente entender como utilizá-las”, destacou Uerisleda Alencar.

Encontros semanais

O ‘Diálogos de Ater’ é uma série de encontros que acontecerão toda quinta-feira, a partir das 16h, voltados para agentes de assistência técnica e extensão rural (Ater), agricultores e agricultoras familiares, organizações e movimentos sociais, terceiro setor, setores públicos municipais e estaduais, estudantes e todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre a realidade rural e a agricultura familiar da Bahia.

Entre os objetivos da ação está o de levar informações sobre temas diversos, relacionados à agricultura familiar e de ser um processo de formação rápida, dinâmica e interativa, em que os temas possam ir sendo complementados, a cada novo encontro, com foco na alimentação saudável, tanto no consumo quanto na produção rural.

Outras ações

O tema sobre as PANC está inserido também em ações de projetos como o Bahia Produtiva e o Pró-Semiárido, executados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR). Por meio do Plano de Ação de Segurança Alimentar e Nutricional do Bahia Produtiva/CAR/SDR já foi realizada a capacitação de 81 profissionais de Ater e de 150 jovens Agentes Comunitários Rurais que atuam como multiplicadores em suas comunidades. Foram ainda implantados bancos de sementes nos 27 Territórios de Identidade da Bahia, além de um trabalho de mobilização e sensibilização dos agricultores sobre essa temática e um levantamento sobre a situação da segurança alimentar e nutricional das famílias beneficiadas.

Fonte: Ascom/Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR)