Médicos atendendo a paciente em leito de UTI
Hospital Geral Roberto Santos em atendimento durante a pandemia do Corona Vírus Foto: Carol Garcia/GOVBA

A unidade de terapia intensiva (UTI) cardiovascular do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) completa, neste mês, dois anos de funcionamento. Desde a abertura do equipamento – que conta com 30 leitos instalados em uma área de mais de 300 metros quadrados –, cerca de três mil pessoas se internaram no local, entre pacientes com doenças cardiológicas, vasculares e renais. Desses, 75% tiveram incremento funcional na alta hospitalar. Ou seja, estavam melhores do que na admissão.

Na avaliação do diretor médico da instituição, o cardiologista André Durães, a abertura da UTI cardiovascular no HGRS promoveu a descentralização do cuidado em cardiologia no sistema público de saúde do estado da Bahia. “A unidade veio em um momento crucial, quando as patologias cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, mesmo durante a pandemia da Covid-19. Assim, é uma UTI extremamente estratégica, importante para pacientes com patologias críticas e para procedimentos de alta complexidade”, destacou.

Os leitos da UTI cardiovascular do HGRS são equipados com câmeras de monitoramento, interligadas à central de enfermagem da unidade. No local, além de enfermeiros e médicos, há técnicos de enfermagem; fisioterapeutas; nutricionistas; psicólogos; assistentes sociais; terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Ao todo, são cerca de 250 profissionais dedicados aos pacientes ali internados.

Vocações do HGRS

Maior hospital público da Bahia, o Hospital Geral Roberto Santos conta com mais de 700 leitos ativos de internação para diversas áreas, como neurocirurgia, cirurgia geral, vascular, pediatria, clínica médica, nefrologia, gestação de alto risco e hemorragia digestiva. Possui também 137 leitos de cuidados intensivos (92 adultos, 10 pediátricos e 35 neonatais) e um ambulatório de multiespecialidades, inclusive com centro cirúrgico próprio.

Devido à abertura da UTI cardiovascular e à readequação do centro de hemodinâmica e de bioimagem, a instituição, hoje, é referência, também, em cardiologia. Até dois anos atrás, o Hospital Ana Nery (HAN) absorvia a maioria das demandas cardiovasculares do Estado.