Foto: Carol Garcia/GOVBA

Em meio à pandemia da Covid-19, o Hospital-Dia do Hospital Geral Roberto Santos (HD-HGRS) completa dois anos em pleno funcionamento. Já são 15.933 cirurgias de diversas especialidades, tais como urologia, proctologia, cirurgia geral, otorrinolaringologia, oftalmologia, ortopedia, cirurgia de cabeça e pescoço, mastologia, cirurgia vascular e oncologia.

Hospital-dia, conforme classifica o Ministério da saúde, é o regime de assistência intermediário entre a internação e o atendimento ambulatorial, criado para atender a casos que requeiram a permanência do paciente na unidade por um período máximo de 12 horas. Na Bahia, o HD-HGRS é a única unidade deste modelo com assistência geral.

Para o diretor-geral do HGRS, José Admirço Lima Filho, o hospital-dia é um projeto inovador para o Sistema Único de Saúde (SUS), pois, sem a necessidade de manter internado o paciente, a unidade consegue aumentar a produtividade e o giro de leitos para priorizar quem realmente precisa permanecer internado.

“Trata-se de uma unidade bem estruturada, com profissionais extremamente qualificados. Ao todo, temos 26 cirurgiões especialistas e 23 médicos anestesiologistas, além dos enfermeiros e técnicos, que, juntos, somam 28”, conta o gestor, que acrescenta: “assim, entregamos ao cidadão baiano a possibilidade de um tratamento rápido e eficaz, ao mesmo tempo em que garantimos mais resolutividade para a rede estadual de saúde, já que não há necessidade de utilização de toda estrutura hospitalar. Em tempos de pandemia, isso faz toda diferença”.

A pandemia, inclusive, motivou a implantação de uma pesquisa com os pacientes, que são contatados depois da alta hospitalar para informar como foi o pós-operatório. Em paralelo ao levantamento, a direção médica do HD-HGRS adotou todas as precauções de cuidado, desde o início da emergência sanitária.

“No primeiro momento, mantivemos apenas as cirurgias com anestesia local, para retirada de tumores de pele. Então, retornamos paulatinamente com nossas cirurgias, principalmente aquelas em que o paciente estava sintomático e a não realização do procedimento implicaria em danos à saúde dele. Por fim, iniciamos uma pesquisa de satisfação e mapeamento de complicações pós-operatórias, que visa corrigir qualquer ponto que possa estar em desacordo com a segurança do paciente e a satisfação no desfecho”, lembra a diretora médica da unidade, Lilian Cibele.

De acordo com ela, a triagem criteriosa maximizou os cuidados com a equipe e com os usuários: “acatamos todas as recomendações das autoridades de saúde quanto aos cuidados com os funcionários e profissionais do quadro clínico, assim como para os pacientes e acompanhantes. Com isso, elaboramos protocolos para a recepção, centro cirúrgico e CRPA [centro de recuperação pós-anestésica]”.

Fonte: Ascom/HGRS