Por conta das medidas de distanciamento social adotadas para combater a Covid-19, a rotina dos estudantes da Rede Estadual de Ensino foi interrompida e as aulas estão suspensas. O Governo do Estado, através da Secretaria da Educação (SEC), vem desenvolvendo uma série de atividades para contribuir com a aprendizagem dos estudantes, através da ampliação de conteúdos digitais educacionais no Portal da Educação e disponibilização de roteiros de estudo.  Entretanto, nem todos têm as mesmas condições de aprendizado, como é o caso dos estudantes com deficiência.
Pensando no acesso à educação desses estudantes, a SEC, por meio dos Centros de Educação Especial do estado, e a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) estão elaborando materiais didáticos acessíveis sobre diversos temas, de cunho pedagógico ou cotidiano, para estimular a convivência, as habilidades motoras e de concentração das Pessoas com Deficiência (PCD). A produção também conta com o apoio da Uneb e de entidades da sociedade civil, para garantir a acessibilidade plena do material.
“A gente sabe que o processo de quarentena não é simples para ninguém, principalmente para pessoas com deficiências mais hiperativas. Muitas famílias com filhos matriculados na Rede Estadual veem, na escola, um suporte para esses casos. Então, garantir que as pessoas com deficiência fiquem em casa e continuem estudando e se desenvolvendo é o nosso foco”, destacou Alexandre Baroni, superintendente dos Direitos das Pessoas com Deficiência da SJDHDS.
O primeiro vídeo produzido pela parceria já está sendo traduzido em Libras pela Central de Intérpretes de Libras da Bahia (Cilba), órgão da SJDHDS, com previsão de ser divulgado nos primeiros dias de maio. A proposta inicial é lançar um vídeo por semana, que será disponibilizado no Portal da Educação. A elaboração de outros tipos de materiais ainda está sendo avaliada pelo grupo de trabalho.
Segundo Marlene Cardoso, coordenadora de Educação Especial da SEC, a proposta do conteúdo é atender não somente os estudantes, mas também pais e professores que buscam orientações no período. “Nossa preocupação está para além do fazer das atividades. A gente está falando de valorização humana e de contribuir com o processo de aprendizagem, que a gente sabe que todos nós temos, independente das diferenças”, afirmou.
Além da tradução e diálogo com a Educação, a SJDHDS também é responsável pela mobilização de 372 alunos com deficiência na Rede Regular de Ensino, identificados a partir do banco de dados do Passe Livre Intermunicipal para receber o vale-alimentação estudantil do Governo do Estado.
Fonte: Ascom/SJDHDS