A Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que atua no Território de Identidade Semiárido Nordeste II, realizou, em parceria com a Secretaria Estadual da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), nesta quarta-feira (27), a compra de alimentos, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), nas aldeias indígenas, da etnia Kiriri, Marcação e Cajazeira, localizadas no município de Banzaê.

Foram adquiridos, nessas comunidades, 334 quilos de produtos como mamão, aipim, batata-doce, acerola, coentro, quiabo e banana. O PAA é uma ação executada pela SJDHDS e conta com a parceria da Bahiater, para a execução do programa em territórios baianos.
Os produtos serão distribuídos para 60 famílias em situação de vulnerabilidade social, cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da sede do município, do Povoado Salgado e Indígena.

Davi Andrade, coordenador da Bahiater no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar, do Território  Semiárido Nordeste II, observou que a equipe, seguindo as normas sanitárias em decorrência da pandemia do Coronavírus, realizou a compra diretamente nas comunidades indígenas, para evitar aglomeração de pessoas: "Realizamos a atividade paramentados de luvas descartáveis, touca e máscaras, utilizamos álcool em gel, além de mantermos o distanciamento entre pessoas, exigido pelos órgãos sanitários".

Dilma Jesus Panta Leão, da Aldeia Indígena da Marcação, destacou que o PAA é muito importante para a comercialização dos alimentos produzidos na comunidade: "Essa venda representa uma nova fonte de renda para a família, principalmente agora que, devido à Covid-19, as feiras livres estão suspensas ou com restrições, o que dificulta a comercialização”. Ela destacou também a importância do programa que destina os alimentos adquiridos para famílias em situações de vulnerabilidade social no município.

O programa

O PAA é um programa que permite ao Governo comprar produtos diretamente de agricultores e agricultoras familiares, com o objetivo de apoiar a comercialização de produtos da agricultura familiar, incluindo povos e comunidades tradicionais, destinando esses alimentos à rede socioassistencial distribuída pelo país.

A ação abrange fornecedores como agricultores e agricultoras familiares com Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP/PRONAF); povos e comunidades tradicionais, extrativistas, quilombolas, famílias atingidas por barragens, pescadores e pescadoras, povos indígenas, aquicultores e aquicultoras, silvicultores e silvicultoras, e assentados da reforma agrária, que possuam a DAP.
Fonte: Ascom/ SDR