A Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) comemora virtualmente, nesta sexta-feira (17), o Dia Mundial da Hemofilia. A data tem como objetivo conscientizar a população sobre a essa doença rara, que afeta cerca de 13 mil brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde.
A médica Anelisa Streva, diretora de hematologia da Fundação Hemoba, explica como será a campanha deste ano, em meio à pandemia do novo coronavírus: "Neste ano, diante da pandemia, a Hemoba se une à Federação Mundial de Hemofilia (World Federation of Hemophilia) para celebrar a importância do Dia Mundial da Hemofilia virtualmente. Peço aos nossos pacientes que fiquem em casa e usem a internet para estar envolvidos nesse dia de homenagem a todos os pacientes, em especial, aos nossos pacientes com hemofilia".
Para participar da campanha e dar visibilidade ao tema, os pacientes podem publicar mensagens de apoio, compartilhar materiais informativos e vídeos contando suas experiências nas mídias sociais, sempre utilizando a hastag #DiaMundialDaHemofilia2020.
De acordo com o hematologista e diretor-geral da Fundação Hemoba,  Fernando Araújo, a hemofilia é um distúrbio genético que compromete a capacidade do corpo de coagular o sangue, o que é fundamental para interromper as hemorragias. "Por ausência de algum fator de coagulação do sangue, o paciente hemofílico pode apresentar sangramentos desde o nascimento. A hemofilia do tipo A, por exemplo, provém da falta do Fator VIII da coagulação e a hemofilia do tipo B provém da falta do Fator IX da coagulação", explica. 
Segundo o hematologista, a hemofilia ainda não tem cura e o tratamento é feito praticamente de forma exclusiva pelo SUS, por meio de equipe multidisciplinar e reposição do fator de coagulação deficiente. Na Bahia, as pessoas diagnosticadas com a doença são atendidas no ambulatório da Fundação Hemoba e têm a medicação disponibilizada através do serviço.
Fonte: Ascom/Hemoba