O calendário de vacinação contra a febre aftosa na Bahia para mais de 10 milhões de bovinos e bubalinos está mantido entre 1º e 31 de maio, apesar da pandemia de coronavírus. A confirmação ocorreu durante reunião do Grupo Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, na manhã desta segunda-feira (13). O encontro, realizado por meio de videoconferência, reuniu os membros do GEEFA, presidido pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e integrado por representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), entidades públicas estaduais e federais e da sociedade civil organizada.
Acompanhado pelo secretário Lucas Costa, o diretor-geral da Adab, Maurício Bacelar, comunicou a decisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que tem o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), preservando o calendário oficial de vacinação no combate ao maior risco contra a defesa agropecuária do país, desde que sejam seguidos todos os protocolos de segurança para salvaguardar a integridade dos servidores, técnicos e pessoas envolvidas no processo.
“Há 23 anos não é registrado nenhum foco em nosso estado. No entanto, estamos próximos de receber da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) o status de Zona Livre da Aftosa sem Vacinação, e o adiamento da campanha poderia contribuir para a perda da credibilidade baiana em relação ao mercado internacional”, argumentou Maurício. “Os médicos veterinários, técnicos, trabalhadores rurais e produtores vão utilizar os Equipamentos de Proteção individual para reduzir os riscos no ato da vacina”, completou.  
O diretor-geral da Adab ressaltou que “a posição geográfica da Bahia é estratégica, é o elo de ligação com estados do Norte e Nordeste, do Sul e Sudeste. Por isso, precisamos atuar para evitar a entrada da doença que, caso seja registrada em um único caso, é considerada emergência sanitária“.
A Bahia faz parte do Grupo 4 da febre aftosa, divisão do Mapa para o desenvolvimento de ações e estratégias de combate à doença e todos os estados integrantes, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Goiás seguirão o calendário oficial determinado pelo ministério.
Um dado facilitador para a campanha na Bahia, segundo o diretor-geral da autarquia, é a concentração de 70% do rebanho em 12% das propriedades, o que vai contribuir para agilizar a vacinação. Nessa etapa, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) vai disponibilizar 400 técnicos que irão trabalhar na logística de distribuição de vacinas, fiscalização da aplicação e divulgação da campanha.
Para evitar aglomeração e tornar mais rápida a declaração da vacina, o produtor poderá fazer tudo pela internet, no site da Adab, também nas lojas de revenda de produtos agrícolas, sindicatos rurais e escritórios físicos da Adab. Durante a reunião virtual, representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag) e do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia manifestaram apoio à manutenção da vacinação, a partir do dia 1º de maio.
Fonte: Ascom/Adab