Depois de conscientizar, pela manhã, os moradores de Plataforma, em Salvador, o Bloco Fique de Olho da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) partiu, na tarde desta quarta-feira (12), para o bairro de Beiru. Dezenas de pessoas participaram da mobilização, que tem o objetivo de dialogar com a população sobre as consequências dos casos de trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes no carnaval.

Desde a Rótula da Feira até a Praça do Arenoso, equipes da SJDHDS distribuíram materiais informativos, como panfletos e ventarolas, e colaram adesivos da campanha “O Trabalho Infantil e a Exploração Sexual não aparecem como esta campanha” nos estabelecimentos.

Segundo Luiz Araújo, assessor técnico da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SJDHDS e responsável pela mobilização no bairro, o Bloco Fique de Olho contribui para que as comunidades se empoderem diante dessas situações. “Além de desconstruir a ideia de que o carnaval só acontece no centro, a ação fornece mecanismos para que as pessoas tenham chance de conhecer e se proteger das ocorrência de violências e violações”, afirmou.

O trajeto pelas ruas do Beiru foi animado pelo batuque da banda Afro Tum Tum e contou com a parceria do Programa Corra pro Abraço – Juventude no bairro, através da iniciativa Melanina Cultural, e da Polícia Militar, além da participação ativa da comunidade, que se juntou ao mutirão ecoando gritos contra as violações de direitos no carnaval e em qualquer época do ano.

O estudante, Moisés Souza, 17, foi um dos moradores que abraçou a campanha e fez questão de colar um adesivo na barraca de acarajé da família. Para ele, que é jovem e ajuda a mãe no trabalho em alguns dias da semana, é preciso falar sobre esses temas com a juventude. “O bloco chama atenção dos jovens para falar de um tema tabu, que acontece muito e ninguém quer falar. Acho ótima essa atenção toda”, disse.

Já a mãe e dona de casa, Marília Santos, 31, moradora do Arenoso, contou que se preocupa que os filhos sejam vítimas de exploração e é por isso que aprova a mobilização. “Gosto que minha filha participe disso para ela saber desde que é nova. É muito interessante!”, falou.

Até a próxima quarta-feira (19), o bloco da SJDHDS percorrerá mais cinco bairros de Salvador. Fazenda Coutos é o próximo local a receber a ação nesta quinta (13).
Fonte: Ascom/ SJDHDS