Realizado no último sábado (25), pela equipe multidisciplinar do Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT), o primeiro treinamento de Identificação de Vítimas de Desastres (DVI). O protocolo foi elaborado em 2012, e visa a criação de normas que garantam um funcionamento eficiente das forças de segurança e defesa social em caso de desastre. "A primeira revisão deste documento foi baseada na versão da Interpol atualizada em 2015 mais já está sugerida uma nova revisão para 2020, uma vez que já estamos com a nova versão de protocolo da Interpol lançada em 2018", explicou o diretor adjunto do DPT, Alexsandro Fiscina.

Criado por uma equipe multidisciplinar, o protocolo do DPT prevê a recuperação de corpos e vestígios, até os procedimentos internos de custódia e processamento do material recuperado, entrevista com familiares para coleta de informações sobre os desaparecidos e aplicação dos métodos primários de identificação com adequação das metodologias às novas recomendações dos protocolos internacionais. Segundo Isnara Martins, coordenadora da CRPT de Itapetinga, participar de um evento como esse é de grande valia e de suma importância para todos. A equipe do protocolo é formada por Perito Médico Legista, Perito Odonto, Perito Criminal e Perito Técnico.

“Esse treinamento é de extrema importância para garantir a padronização dos procedimentos periciais em situações de desastres em massa, proporcionando maior agilidade e segurança ao processo de identificação das vítimas fatais de um desastre”, pontuou a Perita Medica Legista e coordenadora de Antropologia Forense do DPT, Letícia Sobrinho.

Participaram deste treinamento peritos do interior do Estado, além dos convidados das forças de segurança , PM e CBMBA.

Fonte: Ascom/ DPT-BA