Agricultores familiares do município de Sítio do Quinto, Território de Identidade Semiárido Nordeste II, participaram, nesta terça-feira (22), na Câmara Municipal de Vereadores, do I Seminário de Tecnologia do Cultivo Intensivo da Palma. A iniciativa é do Serviço Municipal de Apoio à Agricultura Familiar (Semaf), do município de Sítio do Quinto, em parceria com a Superintendência Baiana de Assistência Técnica (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Banco do Nordeste.

Durante o curso foram apresentadas as técnicas utilizadas para a produção da palma, além de orientações sobre o manejo adequado para controlar pragas que podem destruir as plantações.

David Andrades, coordenador da Bahiater/SDR no âmbito do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), no Território de Identidade Semiárido Nordeste II, reforçou a importância da formação para se obter resultados satisfatórios no cultivo da palma: “Serão beneficiados 50 agricultores selecionados pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS), com a entrega de 50 mil raquetes de palmas, da SDR, por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), em parceria com a Bahiater. Este seminário foi muito importante para a formação destes agricultores, que poderão colocar em prática o que aprenderam”.

A palma forrageira é utilizada como base alimentar dos rebanhos de caprinos, ovinos e bovinos, nas áreas áridas e semiáridas. Derisdan Carvalho, agricultor familiar da Fazenda Cansanção, do município de Sítio do Quinto, considerou que a formação impactará na melhoria das suas atividades: “Eu sou pequeno produtor de gado e verificamos que as técnicas que nós trabalhamos não estavam sendo corretas. É preciso se aperfeiçoar e buscar novas tecnologias. Estamos sendo corrigidos com este curso de suma importância, que está mudando minha maneira de pensar e de trabalhar nessa atividade”.

O engenheiro agrônomo Paulo Suassuna afirma que, com a tecnologia do cultivo intensivo da palma, é possível produzir entre dez a doze vezes mais quando comparamos com o sistema tradicional de cultivo, viabilizando, sobretudo, o pequeno módulo rural: “A ideia é mostrar para o produtor rural a importância da palma como uma cultura nova, não mais tratada só para ser utilizada em períodos de crise hídrica. Que ela participe do rol de alimentos diários na propriedade, aí a sobrevida das nossas pequenas propriedades rurais no semiárido aumenta demais”.


Fonte: Ascom/ SDR