O fortalecimento das políticas de combate ao racismo e das ações afirmativas nos diversos territórios de identidade da Bahia está no centro das discussões do Fórum de Gestores Municipais de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, evento aberto nesta terça-feira (24), em Salvador. O colegiado, composto por 120 prefeituras, segue reunido ao longo de dois dias, trocando experiências, debatendo parcerias e aprofundando estudos sobre questões étnico-raciais.
Na abertura, a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, ressaltou que o objetivo é construir cooperações que possam potencializar políticas para o segmento, que representa 81,1% do contingente populacional da Bahia, de acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
“Não haverá política afirmativa se a temática da igualdade racial não estiver nos planejamentos estratégicos dos governos. Por isso, temos atuado para a efetividade do Plano Plurianual [PPA], num esforço integrado entre secretarias e órgãos estaduais. Este trabalho também é fundamental e deve ser feito pelas prefeituras municipais”, afirmou a secretária. Ela informou que o Governo do Estado intensificará diálogos com prefeitos que integram consórcios municipais para ampliação do Fórum de Gestores e construção de cooperações mútuas.
Foto: Sepromi
(Foto: Sepromi)
“Desde 2009 participamos no Fórum de Gestores, onde foi possível acessar orientações para seguirmos com a política voltada à diversidade. Este é um espaço de resistência, importante para nossa organização e elaboração de estratégias conjuntas. A Bahia está de parabéns por manter, inclusive, um organismo governamental que organiza as políticas de promoção da igualdade racial. Vamos trazer mais gestores e representações dos nossos territórios”, pontuou a diretora da pasta da Diversidade em Juazeiro, Luana Rodrigues.
Segundo a vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado (CDCN), Lindinalva de Paula, é preciso manter as gestões governamentais e a sociedade civil em debates constantes. “Pensar na promoção da igualdade racial é construir diálogos permanentes com a sociedade civil. A partir da atuação do CDCN, por exemplo, nasceram diversas políticas raciais, criação de organismos e o Centro de Referência de Combate ao Racismo”, ressaltou Lindinalva.
Mais debates 
Até esta quarta-feira (25), ultimo dia do encontro, serão discutidos temas como mecanismos de participação social; políticas públicas nos territórios de identidade; divulgação das experiências municipais; apresentação do Programa de Economia Solidária e Combate ao Racismo Institucional; além de projetos do Edital da Década Internacional Afrodescendente. Também estão na pauta questões referentes à saúde da população negra; à educação rural quilombola; ações para povos e comunidades tradicionais; dentre outros assuntos.
Fonte: Ascom/Sepromi