Profissionais da Maternidade Tsylla Balbino participaram na noite desta quarta-feira (21) da aula inaugural do curso de capacitação em gênero, iniciativa do projeto Respeita as Mina na Saúde, uma parceria entre a Secretaria de Política para as Mulheres e Secretaria da Saúde. A ação didático-pedagógica tem como objetivo sensibilizar servidoras e servidores para atendimento mais humanizado às pacientes das unidades de saúde, além de contribuir para o combate às desigualdades e discriminações de gênero, considerando os marcos da política integral de saúde das mulheres.

A aula inaugural foi proferida pela secretária de Políticas para as Mulheres (SPMBA), Julieta Palmeira, e pela diretora da Maternidade Tsylla Balbino, Rita Calfa. A titular da SPM-BA abordou a missão e atribuições da secretaria, o desafio da luta pela equidade de gênero, além de explicar o funcionamento da rede de atenção e atendimento à mulher em situação de violência e também como condicionantes sociais influenciam na saúde das mulheres. “A desigualdade social, o racismo e o machismo afetam a vida das mulheres. A violência contra as mulheres é uma questão de saúde pública”, afirmou.

Para a diretora a diretora da Maternidade Tsylla Balbino a realização da formação profissional em gênero proporciona a oportunidade de aprofundar e discutir questões essenciais para a vida e saúde das mulheres na sua diversidade, respeitando valores culturais, de raça e etnia. “Ações como essa fortalecem o desenvolvimento de estratégias para assegurar uma maternidade digna e de qualidade”, completou.

A formação será realizada até 18 de setembro, com encontros semanais, divididos em quatro módulos. Os temas foram definidos por uma equipe multidisciplinar, que elaborou o conteúdo programático para abordagem de questões como políticas públicas de saúde da mulher; rede de atendimento e enfrentamento à violência contra as mulheres; violência institucional; violência contra a população LBT; notificação compulsória; oficina para definição dos fluxos; humanização dos cuidados; atendimento à mulher em situação de rua; vigilância do óbito materno; desumanização e os reflexos da morbi-mortalidade de mulheres.

Atendimento humanizado

Fundada há 60 anos, a Maternidade Tsylla Balbino atende por demanda espontânea e dispõe de 90 leitos no total. De janeiro a junho deste ano foram realizados 8.957 atendimentos na unidade. A gestante tem direito a acompanhante de livre escolha, participa de grupos educativos durante o pré-natal e de rodas de conversa diárias. A unidade oferece atendimento interdisciplinar: médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, psicóloga, odontóloga, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, assistentes sociais.

O projeto-piloto Respeita as Mina na Saúde foi lançado em dezembro do ano passado para formação de profissionais do Hospital da Mulher. Na última terça-feira (20), uma cerimônia marcou a certificação dos 500 servidores e servidoras que participaram da capacitação.

Fonte: Ascom/ SPM