Em continuidade às atividades transversais da Caravana da Justiça Social, ação itinerante da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), as equipes da secretaria realizaram uma série de diálogos com a juventude, a população LGBT e profissionais de saúde e de assistência social na tarde desta segunda-feira (5), no Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) Bacia do Jacuípe III, em Capim Grosso, no centro norte da Bahia. 
As rodas de conversa foram conduzidas pelas coordenações de Juventude (Cojuve) e de Políticas LGBT, ambas da Superintendência de Direitos Humanos da SJDHDS. Perguntas como ‘o que é ser jovem’ e ‘qual o papel da juventude no agora e no futuro’, provocadas pela coordenadora da Cojuve, Fernanda Sampaio, nortearam o bate-papo descontraído com os 80 alunos do ensino médio do Cetep. 
Para Leonardo Bastos, 16 anos, "ser jovem é conhecer coisas novas e construir, com essas experiências, o próprio futuro. Estou cursando Edificações e já é um grande passo para eu dar continuidade ao meu projeto de vida. Então, para mim, ser jovem é  também ter a consciência de quais experiências quero ter em minha vida”.
Paralelo ao debate com a juventude escolar, ocorreu também uma rodada de diálogo com profissionais da saúde e da assistência social, desta vez no Colégio Estadual Edna Moreira Pinto Daltro. Com a temática ‘A diversidade sexual de gênero’, o encontro foi conduzido pelo coordenador LGBT da SJDHDS, Gabriel Teixeira, junto à equipe do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT. Ele esclareceu aos profissionais questões envolvendo gênero e, especialmente, como atender e acolher o público LGBT nos espaços de saúde e assistência social.
“Questões como nome social, como a pessoa LGBT se reconhece e como tem o direito de ser reconhecida pela sociedade, são de suma importância para garantir que os direitos do segmento sejam respeitados e concretizados, especialmente nos espaços de acesso à direitos”, afirmou o coordenador.
Foto: Michele Brito/SJDHDS
(Foto: Michele Brito/SJDHDS)
A técnica da assistência social do município, Daniele Somali, disse acreditar "muito nessa causa e vejo uma extrema necessidade de sermos mais qualificados para o atendimento na ponta, porque cotidianamente atendo adolescentes que se automutilam por não serem aceitos na família por conta da sua orientação sexual. Nós, profissionais da assistência social, de garantia de direitos, precisamos saber como lidar com a temática para fazermos um atendimento mais humanizado e qualificado". 
Debate com população LGBTQI+
Ainda nesta segunda-feira (5), a partir das 19h, no Colégio Estadual Edna Moreira Pinto Daltro, a coordenação LGBT bate um papo com gays, lésbicas, travestis e transexuais de Capim Grosso. Na oportunidade, assuntos como identidade LGBT e violações de direitos serão colocadas em questão para refletir e discutir mais políticas públicas municipais e estaduais pensadas em rede (saúde, educação e assistência).
Fonte: Ascom/SJDHDS