Os bombeiros militares que atuam em Salvador e região metropolitana participam de capacitação para o combate ao incêndio urbano durante o mês de maio. As ações envolvem atividades teóricas e práticas, como salvamento em altura, resgate veicular e incêndio em espaço confinado. O treinamento dos 121 bombeiros é realizado na sede do 1º Grupamento de Bombeiros Militar, no bairro da Barroquinha, na capital; e no Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP), em Simões Filho.

O coordenador da capacitação, capitão Leandro Vialto, afirmou que o curso pretende nivelar o conhecimento dos bombeiros, especialmente, porque parte deles não atuam com o atendimento de ocorrências de forma rotineira. “Neste treinamento tivemos o cuidado de envolver profissionais que trabalham em atividades administrativas dos departamentos ou em unidades do Salvar e do GMAR, que acabam tendo pouco contato com o combate a incêndio no seu dia a dia. É um treinamento muito voltado à prática, à execução do combate ao incêndio”.
Bombeiros
(Foto: Alberto Coutinho/GOVBA)

O capitão explicou que o incêndio urbano é caracterizado por ocorrências dentro de um prédio, casa ou até mesmo um galpão. “Aqui temos uma atividade que envolve os tipos de jatos de água. É um trabalho fundamental onde explicamos a técnica de uso dos jatos com destaque para o cuidado para não destruir a casa ou local de atendimento da ocorrência. A intenção é não provocar um dano colateral durante o trabalho”, acrescentou.

Instrutora da capacitação realizada nesta segunda-feira (6), a soldada Lucinda Souto ressaltou que a programação da aula envolve ainda o ataque direto no combate de incêndio. “Utilizamos técnicas para que o militar, ao chegar no local de incêndio, possa saber onde ficam os hidrantes, o sistema de preventivo do prédio e a utilização dele. Além disso, trabalhamos como adentrar no local, que envolve desde a forma de abrir a casa, por exemplo, até o ataque direto ao incêndio”.

O soldado Marcos Thiago, lotado em Simões Filho, é um dos bombeiros que participa da capacitação. “É uma ação que capacita a nossa tropa para que todos falem a mesma linguagem. Ao chegar num ambiente de ocorrência, apesar da complexidade, já teremos uma linha de atuação traçada, tentando ao máximo evitar o agravamento dos danos de um incêndio. É uma capacitação que nos deixa aptos para entregar um atendimento satisfatório à sociedade”, afirmou.

Repórter: Jairo Gonçalves