A busca por pessoas desaparecidas e foragidas terá reforço. Cães de detecção das polícias Civil e Militar passaram por treinamento realizado pelo Grupamento de Busca e Resgate Brasil. O Seminário de Mantrailing – termo que resume a busca através do cheiro – foi realizado na sede do Batalhão de Polícia de Choque, em Lauro de Freitas, até esta sexta-feira (14).

O treinamento, que é pioneiro na Bahia para este tipo de busca, foi oferecido para os animais dos canis da Coordenação de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, do Batalhão de Polícia de Choque, da Rondesp Leste, 33ª Companhia Independente da Polícia Militar (Valença), além da Guarda Civil de Salvador.

Durante os cinco dias de treinamento teórico e prático foi ministrado o conteúdo fisiológico do poder do olfato dos cães, de algumas raças específicas. Elementos que agregam a fixação como tempo, condições climáticas e da biodiversidade e também as características que devem possuir um cão para este tipo de trabalho.

A seleção do cão, montagem e dificuldade nas pistas, que podem ser criadas a fim de explorar o desenvolvimento do animal, também foram abordadas. “Uma das informações que demonstram o grau de utilidade dos cães de detecção, para a busca de pessoas desaparecidas e foragidas, é que um odor de uma pessoa poderá ficar permanente numa floresta por cinco anos e em superfícies asfálticas e aquáticas, por mais de 40 minutos”, afirmou o investigador do canil da COE, Marcos Melo.


Fonte: Ascom/ SSP