Para comemorar os 38 anos de atuação, o Centro de Informações Antiveneno (Ciave) iniciou, nesta segunda-feira (27), as atividades da 5ª Semana Estadual de Prevenção das Intoxicações. A instituição, que atua em casos de intoxicação com substâncias químicas ou medicamentos e picadas de animais peçonhentos, será homenageado na terça (28), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Já na quinta (30), no dia do aniversario, o Ciave realiza o 5º Seminário de Toxicologia e Exposição de animais peçonhentos e plantas tóxicas, das 8h às 12h, no auditório principal do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS).
O diretor do Ciave, o médico Daniel Rebouças, informa que o órgão já atendeu 200 mil casos. Segundo ele, o centro atende anualmente cerca de 8 mil ocorrências tóxicas, registra cerca de 17,5 mil acidentes por animais peçonhentos e 3 mil casos de intoxicação em geral, através de notificações recebidas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ocorridas em todos os municípios da Bahia. Nos 38 anos de atuação, treinou e capacitou 1,5 mil estudantes da área de saúde. Também já capacitou mais de 5,8 mil emergencistas e 16 mil profissionais de saúde de nível médio, em todas as regiões do estado.
O Ciave atua na orientação, diagnóstico, terapêutica e assistência presencial de pacientes intoxicados, realiza análises toxicológicas de urgência, na identificação de animais peçonhentos e plantas venenosas, manutenção e distribuição de antídotos e de soros antipeçonhentos para a rede pública estadual. Conta, ainda, com serviço voltado ao atendimento de pacientes com depressão grave e risco de suicídio. Rebouças explica que, durante a semana de mobilização, o órgão alerta a população e os profissionais de saúde da importância de se ter conhecimento técnico e de se evitar ações que podem agravar os acidentes, envolvendo principalmente crianças e adolescentes. 
Segundo o médico plantonista Gustavo Mustafa, rapidez no contato e na providência são fundamentais e podem salvar uma vida. “O atendimento é feito 24 horas, por um médico. Atendemos tanto à comunidade quanto às equipes de saúde de hospitais, Upas, que discutem conosco os casos que estão atendendo. A partir do atendimento, passamos os atendimentos devidos”. 
Atendimento e estrutura
Os atendimentos oferecidos pelo Ciave são para quatro grupos. Para pacientes que foram intoxicados e procuraram assistência especializada ou que foram referenciados por hospitais e outros serviços de saúde, tanto em Salvador quanto no interior do estado. Para profissionais de saúde que precisam de orientação diagnóstica e terapêutica especializada. Para estudantes e profissionais de saúde que precisam de informações toxicológicas e participam de estágios e pesquisas em toxicologia ou nas suas diversas áreas. E para população que busca orientação para situações de emergências tóxicas e medidas preventivas contra envenenamentos.
O Ciave é responsável pela normatização, regulação e controle de atividades ligadas à toxicologia; orientação toxicológica em geral para prevenção, diagnóstico e tratamento de intoxicações exógenas; atendimento médico de urgência e acompanhamento de pacientes intoxicados; realização de análises toxicológicas de urgência em pacientes atendidos na rede pública de saúde e monitoramento terapêutico de fármacos; manutenção do laboratório de animais peçonhentos e controle e manutenção de bancos de antídotos, entre outras atividades relacionadas à toxicologia.
A unidade possui também o Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (NEPS), que além do acompanhamento psicológico, disponibiliza atendimento psiquiátrico ambulatorial, terapia ocupacional e reuniões informativas para familiares de pacientes que tentaram suicídio. O centro ainda tem o jardim de plantas venenosas, fundamental para identificar as espécies de plantas que causam envenenamento ou algum tipo de intoxicação, garantindo o tratamento adequado às vítimas. Em caso de emergência, a população é atendida pelo número 0800 284 4343.