Foi realizada nesta terça-feira (6), na sede da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), uma reunião entre representantes da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Sudef) e Defensoria Pública do Estado (DPE) que discutiu a ampliação do quadro de intérpretes de Libras em ambas as instituições. 
Apenas no mês de outubro, foram registrados 113 atendimentos na Central de Interpretação de Libras da Bahia (Cilba), órgão vinculado à SJDHDS, o que demonstra um crescimento da demanda. “Diálogos como esse precisam acontecer para que o avanço da acessibilidade da comunicação continue a crescer. A acessibilidade arquitetônica é mais comum, mas a comunicacional ainda é nova”, explicou o superintendente da Sudef, Alexandre Baroni.
Com a presença da defensora pública Cláudia Ferraz, titular da 2º DP de Proteção aos Direitos Humanos e Itinerantes da Capital, o encontro resultou em duas possibilidades: um estudo sobre a viabilidade da criação de uma central de interpretação de Libras própria para a DPE, que hoje é atendida pelos profissionais da Cilba, ou o aumento do quadro já existente para um atendimento exclusivo das demandas da DPE. A solução será deliberada em novos encontros entre a SJDHDS e DPE após consulta aos técnicos dos respectivos órgãos.
De acordo com as informações apresentadas pela coordenadora da Cilba, Naiara Costa, em 2016, foram registrados 763 atendimentos. No ano seguinte, o número aumentou para 1.070 atendimentos realizados pelos intérpretes. “A instituição tem notado o aumento da demanda e tem buscado atendê-la. Isso é fundamental para garantir a autonomia das pessoas com deficiência”, concluiu Naiara.
Fonte: Ascom/SJDHDS