A Defensoria Pública do Estado (DPE), no bairro do Canela, em Salvador, recebeu a cerimônia de encerramento do Projeto Oxerê, nesta quarta-feira (14). Durante os meses de agosto, setembro e outubro, os jovens atendidos pelo projeto tiveram a oportunidade de produzir obras artísticas utilizando a técnica de grafite, além da inserção no universo da dança de rua e performance de rap/poesia.
A proposta do Oxerê é unir reflexão, intervenções artísticas e crítica para destacar que os espaços públicos são locais de interação e convivência de práticas sociais e culturais dos jovens. Com apoio do Governo do Estado, 25 jovens entre 16 e 22 anos participaram de atividades formativas, sociais e culturais.
O coordenador do projeto, Danilo Carvalho, explica que o Oxerê tem entre seus objetivos a promoção da construção de narrativas sobre experiências de violência que foram sofridas por jovens em condição de vulnerabilidade social. “O projeto surgiu da necessidade de garantir a proteção de jovens que sofreram algum de violência policial. O objetivo é criar esse espaço de processamento da experiência de vulnerabilidade e aproximar os jovens dos dispositivos de proteção, como a Defensoria Pública e os Conselhos Tutelares”, explica.
O apoio da gestão estadual ocorreu por meio do edital Setorial de Culturas Identitárias, envolvendo as secretarias da Fazenda (Sefaz) e de Cultura (Secult). “Esse projeto evidencia bastante o caráter transversal da cultura, porque visa promover a integração e a inserção social de jovens que estão em situação de vulnerabilidade social na região do Centro Histórico e tendo a arte, a música, a dança como principais ferramentas de mobilização e transformação social. É uma ferramenta para potencializar esses jovens”, destaca a diretora de Fomento da Secult, Carol Almeida.
Repórter: Jairo Gonçalves