Espetáculos, performances, shows e intervenções fazem parte da programação da 12ª edição do Encontro Internacional de Artes IC, projeto voltado para o debate e o diálogo entre as linguagens artísticas e temas como racismo, sexualidade e questões de gênero. Com o tema ‘Arte Como Luta’, o evento acontece em Salvador até o próximo domingo (26), no Goethe Institut, no Forte do Barbalho e no Teatro Experimental da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (Ufba). 
“Essa 12ª edição vem para promover o debate sobre diferentes modos de existência através de trabalhos artistas. Temos perspectivas de arte feminista, afirmação da negritude e a discussão da política através do corpo, através da afirmação das diferenças que existem entre as pessoas e os diferentes modos de ver o mundo, tão importantes para o nosso desenvolvimento como uma sociedade mais igualitária e justa”, explica um dos curadores do encontro, Leonardo França. 
O evento foi contemplado pelo Edital de Eventos Culturais Calendarizado da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). “Essa é uma das linhas de apoio do Fundo de Cultura da Bahia, que é o principal mecanismo de apoio à produção cultural em nosso estado. São eventos de natureza diversa, atividades e iniciativas da sociedade civil que promovem a circulação da cultura baiana em eventos de médio e grande porte, como o Encontro de Artes IC. São R$ 3 milhões investidos todos os anos na música, na arte e nas outras produções que movimentam toda a cadeia produtiva no campo da nossa cultura”, afirma o superintendente de promoção cultural da Secult, Alexandre Simões. 
Para a artista Thalita Andrade, que está em exposição com a mostra ‘Ocupação Luto’, no Goethe Institut, iniciativas como o Artes IC ajudam a desenvolver a consciência social da população. “Arte e cultura são alimentos muito importantes para o desenvolvimento de qualquer ser humano. As pessoas podem aprender a enxergar o mundo por diferentes perspectivas e aprender a se respeitar. Para nós, artistas, esse momento de interação com as pessoas é fundamental”, destaca. 
O encontro, que começou na última segunda-feira (20), oferece atividades gratuitas ou ao preço de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). O público pode curtir espetáculos de dança, teatro, performance, música, audiovisual e artes visuais, além da crítica artística e da comunicação. 
Repórter: Tácio Santos