O Novembro Negro está presente nas unidades da Diretoria de Museus do Estado (Dimus). Nesta quarta-feira (14), o bate-papo ‘Memórias Negras em Salvador’ reuniu, no Museu Tempostal, no Pelourinho, estudantes de escolas públicas da região, o produtor José Carlos, o fotógrafo Lázaro Roberto e o pesquisador José Eduardo Santos. 
“Os negros estão nas periferias e é preciso trazer esses acervos para cá, para que a gente possa dialogar com as narrativas que já existem. Fazer uma discussão dessas com esse público, dentro do Museu Tempostal, é importante. É provocar as nossas narrativas mais próximas com as mais ancestrais, fazendo nascer uma nova narrativa sobre a nossa presença nesta cidade”, destacou Santos, palestrante desta quarta (14).  
  
Segundo a assessora técnica da Dimus e coordenadora do Centro Cultural Solar do Ferrão, Fátima Soledade, as ações já vêm sendo realizadas desde o início do mês. “São oficinas de estamparia em tecido, pintura de azulejo, em telha, rodas de conversas, palestras e bate-papo falando do tema da consciência negra e também exposições que estão para acontecer”, explicou. 
No próximo dia 20, no Museu Udo Knoff, ocorre a abertura da exposição ‘Coroa de Ouro: Torços e Turbantes’, de autoria da cabeleireira, esteticista afro e hair designer Negra Jhô. A mostra de torços e turbantes fica aberta até janeiro. “E no dia 23, no Solar do Ferrão, terá a exposição de arte africana, com mais de 160 peças. Quem quiser saber a agenda pode procurar nossa programação na nossa página no Facebook [Museus da Bahia] e também no nosso blog [museusdabahia.wordpress.com]”, acrescenta Soledade. 
Repórter: Raul Rodrigues