"Cobrir a cabeça (orí) é uma maneira de respeitar e preservar a parte do nosso corpo que canaliza a energia dos espíritos ancestrais e está sempre cheia de axé”. A afirmação da esteticista afro e hair designer Negra Jhô explica o tema da 3ª edição da exposição "Coroa de Ouro: Torços e Turbantes" que será aberta ao público nesta terça (20), às 17h, no Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, no Pelourinho. A mostra faz parte das comemorações ao Novembro Negro do museu que vem promovendo diversas atividades como oficinas, exposições e palestras durante todo o mês.

A hair designer é conhecida por seus projetos que visam promover a autoestima e o orgulho pela identidade negra por onde passa. “A arte das tranças, torços e turbantes são consideradas um símbolo de destaque na estética, cultura e religiosidade das sociedades forjadas nas raízes africanas”, explica.

Nesta mostra Negra Jhô traz 21 turbantes estilizados, confeccionados pelo Instituto Kimundo, com temas emblemáticos que trazem referências de personalidades como: As Deusas do Ébano, A Mulher Olodum, Rainha Nzinga, Carmem Miranda, Carlinhos Brown e Afro Jhow.

Com o apoio da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC-BA), a exposição fica em cartaz até 25 de janeiro de 2019. Além da exposição, também serão realizadas mediações e oficinas de turbantaria e estamparia afro promovidas pela própria Negra Jhô e pelo setor educativo do museu. No encerramento da exposição, o público poderá apreciar 21 modelos num desfile que mostrará os torços e turbantes da mostra, além de indumentárias produzidas por estilistas e grifes afro-baianas.