Garantir a criação de projetos de promoção da igualdade racial e combater a intolerância e o racismo. Com esse objetivo, o Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), formalizou, nesta terça-feira (22), em evento realizado na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), as parcerias e os repasses de recursos sobre os termos de colaboração com as organizações selecionadas pelo Edital da Década Internacional Afrodescendente, que conta com um investimento de R$ 2 milhões.

“O edital foi normatizado pelo novo marco regulatório que disciplina as relações entre o governo e organizações da sociedade civil. As propostas selecionadas seguiram o eixo do reconhecimento, justiça e desenvolvimento. Foram contemplados feiras de formação produtiva, projetos de formação tecnológica e oficinas de comunidades tradicionais. Demos prioridade para projetos que beneficiem jovens negros e mulheres”, explicou Fabya Reis, secretária da Sepromi.

O apoio recebido pelas organizações dá suporte ao trabalho de conscientização quanto ao combate ao preconceito e à intolerância que elas desenvolvem em suas comunidades. Para o coordenador da Associação dos Trabalhadores e Desempregados sem Teto de Salvador (ATDSTS), Davison Carvalho, a cultura negra fica mais fortalecida. “Precisamos todo o apoio possível para preservar nossa cultura e tradições, que são a herança de nossos antepassados e um legado de nosso país. Esse edital garante que possamos trabalhar mais em prol de uma sociedade mais justa e igualitária”.

Edital

O Edital da Década Afrodescendente tem como foco principal a redução das vulnerabilidades sociais e econômicas da população negra, principalmente dos segmentos de povos e comunidades tradicionais, juventude e mulheres negras. Os resultados foram divulgados no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira (17). Os projetos apoiados serão executados em datas emblemáticas do calendário da luta racial, ao longo do ano, a exemplo do Julho das Pretas, Agosto da Igualdade e Novembro Negro.

Debate

Após a assinatura, foi realizado o debate ‘Os reflexos dos 130 anos de abolição inacabada’. A mesa, mediada pela titular da Sepromi, teve também a participação da presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Creuza Oliveira; e do historiador e ativista do movimento negro, Antônio Cosme Lima, especialista em educação e Desigualdades Raciais.


Repórter: Tácio Santos