Ampliar o controle em tempo real sobre os cerca de 140 mil caminhões de carga que circulam pelas rodovias baianas todos os meses e melhorar a eficácia da fiscalização de mercadorias em trânsito no estado. Esses são os objetivos do Painel de Monitoramento do Trânsito de Mercadorias, que acaba de ser implantado pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA). 
O painel integra a Sala de Controle da Sefaz, ferramenta capaz de processar com rapidez grandes volumes de dados com o suporte de um servidor de Big Data (database appliance) e de um software de mineração e descoberta de dados, o SAS. “O painel tem o objetivo de apresentar dados que fortalecem as decisões gerenciais e o planejamento da fiscalização do trânsito de mercadorias”, explica o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório. Ele ressalta que, mensalmente, são emitidas cerca de oito milhões de notas fiscais eletrônicas relativas a esse segmento.
O superintendente de Administração Tributária da Sefaz-BA, José Luiz Souza, destaca que o painel “produz diariamente uma análise completa sobre a fiscalização do trânsito de mercadorias no estado, com a visão da movimentação de cargas e das ações desenvolvidas nos postos fiscais e unidades móveis de fiscalização, o que confere maior assertividade ao planejamento e à execução das ações de fiscalização”.
Relatórios dinâmicos
Segundo o coordenador de Operações Estaduais da Fiscalização de Mercadorias em Trânsito (COE), Marco Valentino, a nova ferramenta permite ao fisco estadual organizar e apresentar informações geradas a partir de dados computados por meio de documentos fiscais eletrônicos emitidos pelos contribuintes e pelas transportadoras, a partir dos relatórios gerados pela COE. São processados, além disso, os dados produzidos pelos postos fiscais, unidades móveis da Sefaz-BA e antenas de radiofrequência instaladas nas rodovias.
“Por meio de relatórios dinâmicos, que podem abranger períodos distintos, desde o dia anterior até meses atrás, o Painel de Monitoramento do Trânsito de Mercadorias possibilita a visualização de uma série de ações fiscais executadas a partir das informações da COE, a exemplo do relatório de análise quantitativa das leituras óticas realizadas pelos postos fiscais, e permite ainda ao fisco monitorar o movimento de cargas no Estado”, afirma o coordenador. 
Fonte: Ascom/Sefaz-BA