Os estudantes do Colégio Estadual Alaor Coutinho, localizado em Praia do Forte, no município de Mata de São João (80 quilômetros de Salvador), estão participando do projeto “Down to Zero”, em parceria com a organização não-governamental Plan Internacional. A iniciativa visa capacitar e empoderar crianças, adolescentes e suas comunidades para que adquiram competências e habilidades que os ajudem a transformar suas realidades. Para isso, são realizados encontros semanais com suporte de profissionais da Plan, como educador social, psicólogos e oficineiros de arte, para a discussão de temas como violência infantil, homofobia, bullying, cyberbullying, racismo e direitos das crianças e adolescentes.

Como parte das ações do projeto, também foi criado na unidade escolar o “Grupo de Apoio Emocional aos Estudantes”, que acontece quinzenalmente para que eles compartilhem suas experiências vividas dentro e fora da escola. Desta forma, foi formada uma rede de apoio para a discussão e resolução de possíveis problemas cotidianos, que serve para que os estudantes falem, seja ouvidos e se aconselhem. Os encontros são realizados em dois turnos para atender a todos os estudantes.

Segundo a professora de História e Sociologia, Djara Velame, o projeto “Down to Zero” é muito importante para o desenvolvimento dos estudantes, assim como o grupo de apoio. “Esse trabalho dentro do projeto tem nos ajudado muito por meio da discussão de temas que fazem parte da realidade dos estudantes. Durante os encontros, percebemos que os estudantes precisavam de apoio emocional e o grupo foi criado para atender a todos os estudantes do colégio. Além disso, eles se tornam agentes multiplicadores, pois aconselham e repassam as informações debatidas nos encontros”, afirma a educadora.

Os pais também são envolvidos no projeto, por meio de rodas de conversa. O mais recente encontro com as famílias aconteceu, nesta sexta-feira (11), com o tema “Adolescente: dor, angústia e automutilação”, quando foram discutidas questões como o conceito, causas e consequênicas da automutilação. “Precisamos trazer a família para o debate desses temas, ainda que difíceis. A escola se preocupa com o desenvolvimento afetivo e emocional dos estudantes e entendemos sua importância para o aprendizado. Esse trabalho consegue interligar as diversas pontas da educação: os professores, os estudantes, a comunidade, a família, como eixo central de transformação”, ressalta a diretora do colégio, Maria do Socorro.

Para o estudante Leonardo Angioletti, 17, 3° ano, o projeto está beneficiando toda a comunidade escolar. “É muito bom poder contar com este apoio, porque podemos expor nossos problemas pessoas e ouvir conselhos e, também, ajudar outros estudantes que estiverem com algum problema dentro ou fora do colégio. Uma das atividades que estamos envolvidos para chamar a atenção para os temas é a Rádio Alaor, por meio da qual realizamos entrevistas e matérias sobre temas de combate ou machismo e outros. Além disso, o colégio possui dois grupos de teatro que utilizam essa arte para abordar os temas nas peças produzidas”, revela.

Sobre a Plan Internacional

Fundada em 1937, a Plan International é uma Organização não-governamental, não-religiosa e apartidária que defende os direitos das crianças, adolescentes e jovens, com foco na promoção da igualdade de gênero, além de engajar pessoas e parceiros na causa. A ONG desenvolve projetos em diversos Estados do país, ajuda nações em situação de emergência e desenvolve campanhas para combater todas as formas de violência contra meninas e meninos.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado