Estudantes do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP), unidade da rede estadual de ensino, estiveram envolvidos em atividades artístico-culturais nesta sexta-feira (18). As ações fazem parte da terceira edição do projeto itinerante ‘Sextas Culturais’, realizado, desta vez, no Museu da Misericórdia, no Centro Histórico de Salvador. 
O evento, promovido no Dia Internacional do Museu, envolveu apresentações musicais, cênicas, de dança e de artes visuais, além de palestras e rodas de conversa, visando ampliar as possibilidades de inclusão socioeducacional da pessoa com deficiência visual, dentro da concepção de que a interação deva acontecer a partir de diversas linguagens e manifestações humanas.
“Acho muito importante a realização de eventos como este, porque mostra para a sociedade que somos pessoas capazes e que, portanto, devemos ser integradas tanto ao mundo do trabalho como às atividades artística-culturais. Por conta do CAP, me sinto hoje incluído. Minha autoestima melhorou e tenho o respeito que mereço ter das pessoas”, afirmou Cristovão de Oliveira, 39 anos, estudante do CAP há dois anos.
Os estudantes do Coral do CAP se apresentaram no evento, bem como o grupo de percussão do centro, chamado Batucaixa. Além disso, foi lançado o livro ‘Príncipe Negro’, do professor Hélio Bacelar. Os visitantes ainda puderam apreciar a exposição interativa em tecnologia assistiva, que reuniu recursos pedagógicos utilizados na Educação Inclusiva para pessoas com deficiência visual, como máquina braile, bengala, braillito e reglete (ambos para o aprendizado do braile) e soroban (instrumento matemático), além de equipamentos para pessoas com baixa visão, como a régua de leitura e a lupa eletrônica. 
"Desta vez, a temática do Sextas Culturais foi ‘Nada sobre nós sem nós’, que significa que nenhuma decisão relacionada ao deficiente visual pode ser tomada sem a participação deles. A gente acredita que este evento é mais uma forma de expressão na busca de incluir essas pessoas na sociedade, dando um sentido mais plural às políticas de inclusão, buscando avançar ainda mais”, destacou o diretor do CAP, Rivelto Carvalho.
 
A terceira edição do projeto foi realizado em parceria com o Museu da Misericórdia, com o apoio da Sessão de Braille da Biblioteca Central do Estado da Bahia e do Instituto de Cegos da Bahia. 
Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado