Com o objetivo de tornar mais ágil a regulação de pacientes em toda a Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) tem investido, simultaneamente, na abertura de leitos, já superando a marca de 1.150 desde 2015, bem como na implantação de parques de bioimagem em 11 unidades hospitalares, com ressonâncias e tomógrafos, e na informatização da Central Estadual de Regulação (CER). O detalhamento destas e outras questões foi apresentado pelo secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, nesta terça-feira (10), durante uma audiência pública sobre o tema na Assembleia Legislativa.

"Para aumentar a eficiência da Central, investimos R$ 120 milhões em obras e equipamentos de imagem em 11 hospitais na capital e no interior, a fim de garantir o diagnóstico rápido e preciso do paciente internado, além de aplicar R$ 52 milhões em informatização. Assim, com a aquisição de 3 mil microcomputadores, servidores e links dedicados, além da utilização de prontuário eletrônico até o final do ano, estamos buscando soluções de curto, médio e longo prazo", afirma Vilas-Boas.

De acordo com o Secretário, infelizmente, não basta o esforço do Governo do Estado para atender toda a demanda. Se faz necessário reduzir a necessidade de internamento e aí a precária cobertura da Atenção Básica na capital, por exemplo, com apenas 36% dos soteropolitanos com acesso regular a um médico, reflete na redução da oferta de vagas em toda a Bahia. Um dos motivos é a falta de monitoramento e o consequente agravamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. "Salvador é a campeã nacional de mortes por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de não tratar adequadamente os pacientes com pé-diabético, o que faz com que diversos leitos sejam ocupados de modo prolongado devido a esta situação", pontua o titular da pasta da Saúde.

Mesmo com este desafio, Vilas-Boas, comenta que a Central Estadual de Regulação tem obtido bons resultados. "A regulação é uma ferramenta de democratização do acesso à saúde em toda a Bahia. É um instrumento que controla os leitos hospitalares e procedimentos ofertados de modo que o paciente mais grave terá acesso primeiro ao recurso disponível, o que significa que podemos ter uma vaga em Salvador e ela seja oferecida a um paciente de Barreiras", destaca o secretário, ao apontar que o tempo médio das solicitações já caiu de 15 para 10 dias.

Durante a audiência, a diretora de Regulação, Rita de Cássia Silva Santos, explicou como funciona o serviço e algumas das dificuldades enfrentadas para a efetividade do trabalho realizado pela CER. "No momento que a unidade não tem o recurso necessário para o paciente, é feita a solicitação à Central, que faz a busca da assistência que é precisa. Um dos problemas é a falta de informatização em alguns municípios, outro grande problema são os relatórios inconclusivos ou incipientes", pontuou.


Fonte: Ascom/ Secretaria da Saúde do Estado (Sesab)