O Fórum OBÌNRIN – Ancestralidade, Residência Artística e Performance Negra Feminista vai promover um intercâmbio artístico entre mulheres negras da América Latina e Caribe. A residência artística, que será sediada no Espaço Cultural da Barroquinha em Salvador, de 16 de maio a 25 de julho de 2018, é viabilizada com o apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura. A convocatória está aberta até 24 de abril.

As artistas poderão se inscrever em formulário disponível no site do projeto (plataformaaraka.wix.com/obinrin), que deverá ser enviado para o e-mail forumobinrin@gmail.com. A iniciativa é uma realização de ÁRÀKÀ – Plataforma de Criação Artística e Giro Planejamento Cultural, viabilizada por meio do Edital Setorial de Dinamização de Espaços Culturais – 2017, do Fundo de Cultura, da Secretaria de Cultura (Secult) e da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz).

Idealizado pela atriz e performer Laís Machado, o Fórum OBÌNRIN busca visibilizar as produções artísticas experimentais de artistas afro-diaspóricas, além de discutir questões sobre o apagamento histórico de mulheres negras relevantes ao cenário cultural e político da cidade de Salvador. A residência artística terá carga horária total de 150 h e visa articular um grupo de mulheres das artes cênicas (dança, teatro, circo, performance, etc.) e que em suas trajetórias dialoguem com outras linguagens artísticas. Serão selecionadas 10 artistas negras, residentes de países latino americanos e caribenhos, sendo seis vagas disponibilizadas para artistas soteropolitanas, duas vagas para artistas oriundas de todo o território brasileiro e duas vagas para criadoras de países estrangeiros.

Para participar da residência artística, as artistas devem estar inseridas num processo artístico em desenvolvimento, independente da etapa na qual este trabalho se encontre. A intenção é que a as artistas residentes interfiram nas obras umas das outras e que a partir disso possam absorver as metodologias, os conceitos e a vivência do período da residência artística.

A residência, assim como todas as ações do projeto, será aberta ao público interessado que poderá também conferir – como um dos resultados – uma revista que reunirá textos ensaísticos os quais refletem a produção artística das residentes selecionadas, bem como produções de outras mulheres negras que produzam conteúdo para publicação. Integram ainda a programação do Fórum OBÌNRÍN, apresentações artísticas, conferências e videoconferências abertas.

Fonte: Ascom/Secretaria de Cultura do Estado (Secult)