Um dispositivo do tamanho do alarme de um carro. Com ele, a mulher atendida por medida protetiva, determinada pela Justiça, poderá acionar as autoridades policiais a qualquer momento. O sistema emite a geolocalização em tempo real e não tem necessidade de utilizar a internet. Essa é a ideia vencedora do Hackathon Feira de Santana, que reuniu mais de 60 pessoas que atuam com programação de softwares e aplicativos. Durante dois dias, os participantes desenvolveram soluções para a segurança pública do município.
Formada por Isis Araújo, estudante de Publicidade e estagiária da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), David Meth, Wesley Ribeiro e Rafael Marcelino, a equipe Temet venceu o desafio e os integrantes foram premiados com smartphones. De acordo com Isis, o enfrentamento à violência contra as mulheres pode se tornar mais simples a partir do uso do dispositivo. Diferentemente de todas as propostas apresentadas ao final dos trabalhos, a ideia vencedora não utiliza um aplicativo de smartphone. Foram necessárias cinco horas de trabalho para desenvolvimento do protótipo.
Segundo a equipe, o dispositivo será monitorado via satélite por uma empresa de comunicações por meio do método GSM. Diante de uma ameaça por parte do agressor, a mulher com medida protetiva pode acionar o equipamento de maneira simples, onde quer que esteja, e o alerta vai chegar às autoridades. O sinal será identificado e a polícia vai saber de quem se trata aquele pedido de socorro. Com 30 horas de trabalho ininterrupto, o Hackathon aconteceu nas dependências do Sesi, em Feira de Santana, no último fim de semana. 
Fonte: Ascom/SPM-BA