Uma delegação do Haiti está em Salvador para conhecer as experiências do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) na prevenção e assistência ao diabetes. Nesta terça-feira (12), a oftalmologista e retinóloga do centro, Tessa Matos, realizou uma apresentação para o grupo sobre retinopatia diabética. 
Na ocasião, a diretora executiva da Fundação Haitiana de Diabetes e Doenças Cardiovasculares (FHADIMAC), Nancy Charles Larco, informou que 3% dos haitianos com diabetes apresentam cegueira e 30% têm lesões na retina. Ao contrário de outros países do Caribe, além das doenças crônicas não-transmissíveis – onde se insere o diabetes, o Haiti também convive com alta prevalência de doenças transmissíveis. 
“Viemos observar todos os serviços e conhecer o que está sendo feito aqui, promovendo uma troca de experiências. O interessante é que já existe alguma similaridade entre Brasil e Haiti”, afirmou Nancy Charles. Depois da palestra, a delegação visitou o Ambulatório Multidisciplinar de Oftalmologia do Cedeba. 
A visita da delegação foi sugerida por representantes da Organização Panamericana de Saúde (OPAS). "Nós temos recebido grupos de Angola, Guiné Bissau, entre outros lugares, e temos ajudado com a nossa expertise na área de diabetes para que esses países possam usufruir da nossa experiência na saúde pública”, explicou a diretora do Cedeba, Reine Chaves. 
Iniciada na segunda (11), a visita será encerrada nesta quarta-feira (13), quando o grupo vai conhecer o Ambulatório de Educação Doce Conviver e assistir à apresentação da assistente social Júlia Coutinho sobre ‘Implicações e Perspectivas da Educação em Diabetes Mellitus (DM)’. 
O Cedeba é referência na Bahia e no país em assistência especializada de média complexidade para portadores de diabetes e outras endocrinopatias, como obesidade, doenças osteometabólicas e da tireoides. A unidade oferece uma rede integrada, com atenção multidisciplinar em áreas nas quais ocorre complicação na evolução da doença.
Com informações da Sesab