A arte como fator de transformação social. Nesta sexta-feira (15), o Projeto Mais Grafite reuniu 40 jovens no Centro Social Urbano (CSU) do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Juntamente com artistas experientes, como Júlio Costa e Marcos Priski, eles produziram um painel com visões artísticas diferentes, mas que se harmonizam entre si. 
Para o estudante Mackenzie Tavares, 14 anos, o projeto representou uma forma pessoal de expressão. “É um meio de expressar a arte. Podemos grafitar o que a gente estiver pensando". Ele também acredita que o projeto pode ajudá-lo futuramente, por se tratar não apenas de arte e diversão. “Agora que sei como é fazer um grafite, eu quero seguir essa carreira”. 
Para DK, que atua com o grafite há quatro anos, o trabalho com os jovens de escola pública é uma oportunidade de troca de experiências. “Nós também aprendemos com eles e passamos a enxergar as coisas de outra forma. Com o projeto, os estudantes têm outra perspectiva sobre o que é arte e arte de rua", afirma. 
A programação incluiu palestras e oficinas, quando os artistas ensinaram técnicas básicas do grafite. Promovido pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS), o Mais Grafite integra o conjunto de ações do programa estadual Pacto Pela Vida. 
O coordenador de Políticas para a Juventude da SJDHDS, Jabes Soares, destaca que o projeto permite que "os espaços públicos tenham outro significado. Quando o jovem participa da produção de um painel, ele se sente parte desse painel e parte desse equipamento”.