O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, no Pelourinho, prorrogou até o sábado (9) a exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e obras de arte’, com obras criadas pelos alunos do Colégio Azevedo Fernandes. A mostra, projeto desenvolvido pelo ‘Mais Educação’, coordenado pelas professoras Adriana Santana e Carla Monteiro em parceria com o museu e o LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) – reúne 20 peças de pintura em azulejo, 12 pinturas em tela e garrafas decoradas. Durante este mês serão programadas visitas com o público de pais e estudantes e apresentação de Capoeira e Maculelê com o professor Adriano Ratinho. A visitação é de terça a sábado das 13 às 17 horas.

A coordenadora do Museu Udo Knoff, Renata Alencar, explica que esta exposição reúne obras produzidas em três momentos distintos. Na oficina de Pintura em Azulejos, os educandos produziram peças inspirados em cenas do seu cotidiano em diálogo com as obras de Carybé. Instigados pelo instrutor Pablo Coelho os estudantes expressaram nas telas por meio de traços, cores, formas e imagens a leitura que fazem do mundo a partir do questionamento “O que te incomoda?”. E os estudantes do Educação de Jovens e Adultos (EJA) confeccionaram garrafas artesanais em oficina realizada pela discente do EJA, Narjara Barbosa Lima. Essa ação é resultado do projeto interdisciplinar que envolveu as disciplinas de Artes, Língua Portuguesa e História, vinculado ao projeto Mais Educação.

“O artista Carybé foi escolhido por ilustrar as obras de Jorge Amado e por retratar, em suas obras de arte, cenas do cotidiano, muitas delas no Pelourinho, o que remete às cenas reais protagonizadas pelos alunos do colégio. Assim, literatura e pintura se entrecruzam dando sentido à leitura que os alunos fazem da arte em diálogo com o mundo, a arte que se faz no interior do coração, a arte que inclui. Além disso, os episódios narrados no livro têm como espaço geográfico vielas, ladeiras, ruas do Pelourinho que exibem, em sua arquitetura, imponentes casarões e igrejas revestidas de azulejos trazidos de Portugal”, informa Adriana Santana, professora do colégio.


Fonte: Ascom/ Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac)