O ‘Baba Solidário’, que há 18 anos reúne policiais militares, bombeiros e convidados em partidas rápidas de futebol amador, abrilhantou o campo society Associação Cultural e Esportiva Braskem, no Stiep, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (1º). Mas o brilho passou longe do futebol arte. O que irradiou mesmo foi a solidariedade da ação, que arrecadou pacotes de fraldas descartáveis e latas de leite, doados à Casa de Apoio e Assistência do Portador do Vírus HIV (Caasah).
Um dos organizadores da iniciativa, o major Ramon Diego Diniz, comandante do 3º Grupamento de Bombeiros Militar, explica que esta é apenas a primeira da série de ações que unem a confraternização entre colegas de profissão e o cumprimento da parte social. “Nesse mês, fazemos três jogos, cada um direcionado a arrecadação de um tipo de doação diferente. No final, distribuímos tudo perto do Natal”, explicou. 
No feriado do dia 8, um novo encontro vai dar o segundo passo na busca por doações, quando serão arrecadados brinquedos. A ação também levantará guloseimas, completando os kits que serão entregues à Caasah.
Os jogos têm duração de dois períodos de 15 minutos, com times mistos, identificados com camisas amarelas e vermelhas. A forma física dos atletas limita o tempo dos jogos, que têm início logo cedo e às 9h abre espaço para a resenha, o churrasco e a confraternização, a melhor parte do encontro, como confessa o sargento da reserva do Bombeiros Aderbal Ferreira da Silva, 53 anos.
Afastado dos gramados há um ano “por orientação do departamento médico”, o sargento retornou aos campos nesta sexta (1º), mas de olho mesmo no final do jogo. “A resenha do final é o mais gostoso, quando a gente senta para avaliar o desempenho dos jogadores”, confessou. Mesmo fora do combate nas ruas, Aderbal, que participa desde a primeira edição do baba, tenta manter a autoridade nas partidas. “Antiguidade é posto, mesmo em campo. A gente não ganha, mas empata”, brincou, justificando a performance nos gramados.
Além da solidariedade, os jogos também marcam a humildade dos atletas, que se negaram em definir o artilheiro dos times. “São muitos jogadores bons, fica difícil eleger”, ironizaram. 
Fonte: Ascom/SSP