Materiais como garras PET, garrafas de vidro, tampinhas, papelão, latinhas de refrigerante e embalagens de produtos estão ganhando novas utilidades a partir de intervenções realizadas por estudantes do 3º ano, do anexo do Colégio Estadual Berilo Vilas Boas, localizado no Distrito de Itatiaia, em São José do Jacuípe (centro norte). Com o foco na sustentabilidade, eles aprendem a produzir utensílios e objetos decorativos como porta-talheres, porta-joias, descanso de panela e jarros.

A iniciativa faz parte do projeto ‘Do lixo ao luxo’, que promove oficinas de reciclagem para os estudantes. Durante a oficina, os alunos aprendem todo o processo de reaproveitamento dos materiais que seriam jogados no lixo. O maior aprendizado, no entanto, está na conscientização sobre a necessidade de proteção e preservação do meio ambiente, a partir das pesquisas realizadas envolvendo, por exemplo, o estudo sobre o tempo de decomposição na natureza de materiais como vidro, borracha, plástico, alumínio e papel.

Estudantes V Conquista reciclagem
Foto: Divulgação/Educação

O resultado do projeto acaba sendo apresentado durante uma mostra aberta à comunidade, com a intenção de proporcionar um efeito multiplicador. “O projeto é muito importante porque visa despertar nos estudantes a conscientização ambiental e fazer com que eles tenham um novo olhar sobre o lixo, ao transformar algo que seria descartado em objetos decorativos e utensílios”, ressalta o professor e idealizador do projeto, José Mendes de Santana.

A estudante Manuela Santos, 18, recolheu potes e garrafas de vidro usadas e os transformou em objetos decorativos como jarros e porta-trecos. “Achei muito interessante esta iniciativa do colégio em abordar a reciclagem de forma prática e foi muito divertido confeccionar os objetos e peças”.

Mirian Santos, 17, ficou responsável por pesquisar sobre o metal e os impactos de sua decomposição na natureza. “A decomposição do metal é muito lenta e causa muitos danos ao meio ambiente. Outra questão é que após a escavação para a extração da bauxita, que é usada como matéria-prima para a fabricação do alumínio, é necessário preencher o espaço vazio com uma grande quantidade de terra fértil. Para evitar isso, o alumínio pode ser reciclado várias vezes, porque ele não perde suas propriedades”.

A estudante Cristiane Silva, 18, diz que o aprendizado ultrapassa os muros da escola. “Podemos repassar as informações para as pessoas da comunidade a fim de que também reaproveitem os materiais em suas casas”. Ela confeccionou porta-talheres, porta-lápis, porta-moeda e outros objetos utilizando latas de refrigerante, cerveja e embalagens de leite.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado